Amsterdam

29 10 2009

Ola a todos! Como esta semana eu tive férias na école, fizemos uma viagem de cinco dias pelo chamado Benelux, abreviação de Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Saimos de Lille na sexta pela noite, eu, a Bruna (veterana do G2) e a Cris (colega do G1), com a intenção de ficar dois dias na capital holandesa, Amsterdam, um dia em Luxemburgo, e dois dias na Bélgica (em Bruges e em Bruxelas). Chegamos em Amsterdam às 10 da noite, na Centraal Station (é muito estranho viajar apenas algumas poucas horas e estar num pais cuja língua é totalmente diferente). Depois de um rápido lanche, fomos para o albergue que tínhamos reservado, pegando um metro e fazendo uma pequena caminhada já por volta da meia noite. O albergue em que ficamos ficava a mais ou menos três quilômetros do centro. Dividimos um quarto com dois italianos. O ‘Inner Amsterdam’ era razoavelmente bom, tinha TV e banheiro dentro do quarto, o que é bastante confortável.

No dia seguinte, sábado pela manha, começamos a explorar a cidade. Passamos pela frente dos museus Van Gogh e Rijksmuseum (cujos ingressos eram bem caros), conhecemos o Vondelpark (parque bem bonito fora do centro de Amsterdam) e fomos para o centro da cidade. No caminho, paramos para tirar fotos em vários canais da cidade, já que ela é cortada por uma sequencia de riachos paralelos cujas paisagens são muito bonitas. Sempre as ruas que margeiam os canais possuem belas casas com uma arquitetura bastante única, e geralmente bem conservadas. Outra coisa marcante em Amsterdam é que o transito é, de certa forma, caotico. Mas nao pelo excesso de carros, e sim pelo excesso de bondes, que circulam pelas ruas como se fossem onibus, e pelas bicicletas, que estao simplesmente por toda a cidade. Amsterdam tem 700 000 habitantes, e conta com 600 000 bicicletas.

Chegando ao centro, visitamos o Museu das Tulipas (que não tinha tulipas, já que a época do ano não era a mais propicia). Em seguida, fomos à Anne Frankhuis, que é um museu instalado no lugar onde, durante a segunda guerra mundial, se escondeu uma família judia num anexo da construção principal. A vida no esconderijo foi narrada, em forma de diários, pela garota da família, Anne Frank. O esconderijo veio a ser descoberto em 1944, e toda a família acabou morrendo até o final da guerra, por diversas causas, exceto o pai, que resgatou a historia dos tempos da guerra escritas pela filha. O museu foi criado, e descreve toda essa historia no lugar onde ela aconteceu. Depois de tomar um excelente café na cafeteria do Museu, passamos pelo Monumento Nacional da Holanda, pelo Palais Royal (que estava em reformas) e caminhamos pelo centro até que a chuva e a noite nos levaram a retornar para o albergue.

No dia seguinte, fomos pela manha no Madame Tussauds. Neste lugar, ocorre uma exposição de manequins de pessoas famosas. As montagens são muito reais! Algumas celebridades que estavam la: Presidente Obama, Papa João Paulo II, Bush, Ronaldinho Gaucho, Tom Hanks, Angelina Jolie, Van Gogh, Charlie Chaplin, e muitos outros. Antes da visita ao museu, teve ainda uma apresentação muito bonita sobre a historia de Amsterdam, com uma visita a um barco pirata (que deveria ser aterrorizante, mas os atores merecem um ‘désolé’ pela atuação).

Pela tarde, visitamos o Science Museum Nemo, que é um museu de ciência e tecnologia, aos moldes do museu da PUCRS. O museu possui forma de uma carcaça de um navio. La dentro, haviam varias demonstrações interessantes cientificas, sobre vários domínios (eletromagnetismo, óptica, comportamento humano, mente e cérebro, som, etc). E, logo após, a visita à Amsterdam terminou. Era necessário retornar à estação cedo para pegar o próximo metro, pois a viagem até Luxemburgo demoraria seis horas (três até Bruxelas, trocando de metro para mais três horas até o grão-ducado).

Continua…

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Retorno à Paris

19 10 2009

Voltei a visitar a capital francesa no ultimo final de semana. O objetivo desta vez era rever o pessoal de Vichy, assim como conhecer a Ecole Centrale de Paris. Parti de Lille na sexta, dia 16 de outubro, pela manha, para chegar na Gare du Nord, em Paris, às 11h. De la, peguei um metrô para a Gare de Lyon, onde encontrei a Vivi por volta das 11h40. A partir daí, seguiu-se uma epopéia de 15 km a pé pelas ruas de Paris, carregando um mochilao (distancia essa segundo o Google Maps).

Começando pela Gare de Lyon, seguimos em direçao à ilha de St. Denis e em seguida à Catedral de Notre Dame. Em seguida, fomos para o Louvre pela Rue de Rivoli, antes passando no Mc Donald’s para o almoço. Depois do Louvre, seguimos a direção do arco do triunfo passando pela Place de la Concorde (onde fica o obelisco) e caminhando toda a Champs-Elysées, junto com suas infinitas lojas (toda marca que se preze tem uma loja na Champs-Elysées). Depois do Arco do Truinfo, seguimos rumo ao sul para a Tour Eiffel. A essa altura do dia já eram 16h, e a chuva começou a chegar. Hora de atravessar o Champ de Mars para encontrar a Ecole Militaire, e seguir em direção ao Rio Sena para se deparar com os Invalides, e o belo Musée de l’Armée. Chegamos a ir até a ponte Alexandre III, mas voltamos para tomar um café quente no Starbucks (já que o frio estava começando a chegar com o cair do Sol). Por volta das 20h, encontramos o Cassio, o Luciano e o Cadu, que estudam na EC Paris. Jantamos no Hippopotamus, restaurante que serve carne de verdade numa rua próxima a Champs-Elysées. Estavamos agora próximos ao Arco novamente. Fomos para a Gare de Lyon, encontrar o pessoal de Nantes e Lyon que estava para chegar.

Quando todos chegaram, a comitiva seguiu para Antony, no subúrbio de Paris, para finalmente dormir na Ecole. Eu representei Lille, a Vivi representou Marseille, de Lyon vieram o Sérgio, a Lara, o William e o Fred, e de Nantes vinham a Ju, o Vladimir e o Rodrigo. Chegamos na Ecole por volta da meia noite. No dia seguinte, o pessoal de Lyon e de Nantes queria conhecer Paris. Logo, depois de rever o pessoal de Paris que eu nao tinha visto ainda (Isabela, Débora, Pablo, Jocimar, Matheus, Micael, espero nao ter esquecido ninguém), la fomos nos para Paris novamente, e o pior, para refazer praticamente o mesmo caminho que eu fizera no dia anterior. Com as pernas quase me matando, o que vi de diferente foi a Basilique du Sacre Coeur, no norte de Paris, onde é possível ter uma vista muito boa da cidade, e o Moulin Rouge. Depois, seguiu-se o trivial Notre-Dame, Louvre, Obelisco, Arco do Triunfo e Torre Eiffel. Na torre, tive um clássico embate no Pedra-Papel-Tesoura com o Sérgio, de Lyon. Após 103 empates, acabei sendo derrotado pelo mesmo, em partida histórica. Lamentavel.

Domingo chegou, e parti de Paris no inicio da tarde, da mesma Gare du Nord. Cheguei na minha casa às 16h30. O trem que faz o caminho entre Lille e Paris chega a atingir 300 km/h, e faz o trajeto, que tem pouco mais de 200 km, em aproximadamente uma hora. Pena que é um pouco caro, se fosse mais barato seria possível fazer viagens como essa com maior freqüência. Falando em viagens, no final da semana estou indo fazer Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Visitarei, na ordem, Amsterdam, Luxemburgo, Bruges e Bruxelas. Como voltarei apenas na quarta da outra semana, devo ficar bastante tempo sem postar. Para compensar, pelo menos coloquei já as fotos da ultima viagem no Orkut e no Picasa. Bem, até a próxima!





Balanço do primeiro mês de école

14 10 2009

Faz quase um mês e meio desde que comecei minhas aulas na Ecole Centrale de Lille. Há alguns posts, falei sobre o período de harmonização, que se tratava das duas primeiras semanas de aula para nivelar os alunos provenientes de diferentes lycées da França (e os estrangeiros, também). Após essas duas semanas, começaram as aulas de verdade. Vou tentar descrever um pouco delas aqui.

Faço, ao todo, 13 disciplinas na école, durante este primeiro semestre (que vai de 21 de setembro a 15 de janeiro), contando duas línguas (francês e inglês), o projeto (que neste semestre conta como 64 horas) e o Acompanhamento (uma coisa estranha que inventaram esse ano, até agora não foi muito útil). Temos ainda duas disciplinas de humanas (Gestão e Sociologia das Organizações), logo, sobram 7 disciplinas ‘técnicas’. Tenho uma disciplina de informática, que já fiz no Brasil, uma de Engenharia Elétrica, duas Mecânicas (dos Sólidos e dos Mecanismos), Fenômenos de Transporte, Física dos Sólidos e a temível Probabilidade, Integração e Transformadas (que é matemática, muito avançada).

As aulas aqui são bem diferentes do Brasil. Pra começar, sete destas disciplinas que falei possuem apenas 32 horas de conteúdo. A disciplina de informática, por exemplo, tem 48 horas, mas o conteúdo dela eu vi em 150 horas no Brasil. Ou seja, aqui os cursos são bem mais densos. Outra coisa diferente é o formato das aulas: no Brasil, temos aulas teóricas e, às vezes, praticas também, sempre em turmas não muito grandes (o maximo que vi no Brasil foram 70 alunos em uma turma de calculo). Aqui, cada disciplina é dividida em varios modos diferentes de classe: aulas de anfiteatro (geralmente a demi promo – 130 alunos -, mas às vezes a promo inteira – 260 alunos), trabalhos dirigidos (aulas de exercícios em turmas menores – em torno de 35 alunos – com um professor por turma), trabalhos práticos (laboratórios), aprendizagem por problema (grupos de 7 a 8 alunos resolvendo um problema mais complicado) e trabalhos livres (o mesmo grupo de 7 a 8 alunos estudando por si próprios).

O projeto segue em paralelo com as aulas. Tivemos uma apresentação no começo do semestre sobre o projeto (que consiste em grupo de 7 alunos, com apoio de professores e de uma empresa parceira, que se juntam para criar uma solução à algum problema, implementar alguma idéia existente teoricamente, resolver algum desafio tecnológico, etc). Tivemos duas atividades de integração do grupo: ponte/torre de espaguete e brainstorming (que é uma reunião para criação de novas idéias). Depois, tivemos uma apresentação dos projetos disponíveis. Inscrevi-me em três: um que envolve o metro de Lille, um que pretende continuar a implementação de um carro de corrida e o projeto que eu criei: um modo de destruir, à distancia, dados que venham a ser roubados ou perdidos. Dezesseis pessoas se interessaram pela minha idéia. Vamos ver se conseguimos fechar um grupo de sete e de conseguir uma empresa parceira.

Outra coisa importante aqui é o estagio: no final de janeiro e inicio de fevereiro, durante quatro semanas, devemos fazer um estagio que conta nota na école. O estagio é obrigatório. Com o objetivo de procurar empresas, um grupo de alunos da école organiza, anualmente, o Forum Rencontre, que acontece nos dias 14 e 15 de outubro e reúne 75 empresas no nosso campus, para que os alunos procurem informações sobre as próprias empresas e sobre possíveis estágios. Conheci algumas empresas legais no Forum, falta apenas enviar currículo para elas e torcer que eu consiga um bom estagio de primeiro ano.

Pra finalizar: o frio chegou! Hoje pela manha, sai de casa e estava 6°C. A previsão diz, no entanto, que durante a madrugada fez 0°C. E ainda não ligaram os aquecedores! Os cariocas e paulistas já estão apavorados! E os dias ficam cada vez mais curtos aqui! Todo dia quando saio de casa, o dia ainda não nasceu, e o sol esta se pondo antes das 7 da noite (detalhe: é horário de verão aqui, ainda). Bom, por hoje é só! Abraços!





Château de Versailles

8 10 2009

No domingo, segundo dia da visita à Paris com o Club Time, fomos conhecer o Château de Versailles, imenso palácio construído pelo rei Luis XIV no século XVIII. O castelo, que fica em Versailles, ficava a mais ou menos 40 minutos de ônibus do hotel onde ficamos hospedados. Na chegada, tiramos uma foto do grupo (que esta com a professora) na estatua do próprio Luis XIV, que fica na entrada do palácio.

Começamos a visita pelo palácio. O palácio tem dois andares, cada andar em forma de U, cheio de salas e salões usados outrora pela realeza. A visita começa por uma espécie de museu, que aproveita algumas salas do castelo para expor quadros da família real, incluindo um quadro famoso do Luis XIV que todo livro de historia possui. Após esta parte, chegamos no setor mais magnífico do castelo: os aposentos do rei e da rainha.

O complexo começa na Capela Real, que é gigantesca, e possui dezessete salões, sendo que uma ala é do rei, a outra ala é a da rainha, e interligando as alas encontra-se a Galeria de Espelhos. A ala do rei contém salões com nomes de deuses gregos, cada salão representando alguma coisa relacionada ao império: poder, guerra, família, abundância, etc. Ao final da ala do rei, encontra-se o salão da Guerra. Atravessando a galeria de espelhos, encontramos o salão da Paz, que da entrada para os aposentos da rainha, um pouquinho mais humildes. A visita ao palácio termina no andar inferior, quando passamos pelos aposentos dos príncipes e das princesas.

Após a visita ao castelo, almoçamos nos fundos do château, com vista aos jardins. Depois de uma pequena caminhada, fomos aos domínios de Marie Antoinette, rainha francesa durante o reinado de Louis XVI. Antes de ser guilhotinada junto com o marido após a Revolução Francesa, ela costumava morar no ‘subúrbio’ do castelo: um pequeno complexo de cabanas lembrando paisagens da campanha, junto com hortas e pastagens, e um pequeno castelinho tão luxuoso quanto aquele que o rei morava. Segundo ela, ela estava cansada do luxo do Château de Versailles, e queria um lugar mais simples para viver.

Em seguida, voltamos para o Château, desta vez para caminhar pelos jardins. E são muito grandes os jardins! Em linha reta, é mais ou menos um quilômetro para atravessar os jardins. Como a gente caminhou bastante la dentro, estimo que foi algo perto de 5 km a soma das caminhadas. Ah, e a parte que exploramos faz parte do Petit Jardin. Tem ainda o Grand Jardin, que é umas seis vezes maior. Bem, os jardins são magníficos! Muitas fontes, estatuas, canteiros decorados, arbustos sempre podados, tudo perfeito! Valeu a visita!

Deveríamos ter visto o espetáculo de águas e som, nas fontes, no final do dia. Infelizmente, foi cancelado: o motivo, segundo a organização do evento, seria a seca. Fazia extremos 20°C aquele dia.
Bem, restou voltar à Paris: chegamos na Champs-Elysées por volta das 19h30, para fazer um lanche rápido (derramei a bandeja do McDonald’s com os lanches meu e da Cris facepalm). Antes de voltar para o norte gelado, ainda deu tempo de rever alguns amigos de Paris, aos pés do Arco do Truinfo (na verdade, há uns 200m de distância): Cássio, Luciano, Jocimar, Carlos Eduardo e a Manuela, veterana deles. E aqui terminou a visita!





Primeira visita à Paris

1 10 2009

Sabado, fui para Paris pela primeira vez… já tinha passado por la, mas apenas no aeroporto, que não fica exatamente em Paris, logo, essa não conta! Esta viagem foi organizada pelo Club time, associação dos estrangeiros aqui da école, e pela minha professora de francês, Mlle. Catsiapis. Saimos da residência às 6 horas da manha, para chegar a Paris as nove em ponto. Descemos no 5° arrondisement (distrito), perto do Jardim de Luxemburgo. Neste jardim, encontra-se um palácio construído pela rainha Maria de Medicis, e que hoje em dia é a sede do poder legislativo francês. Conheci o Panteão também, que fica a poucos metros dali.

A próxima parada seria a Catedral de Notre Dame, no coração de Paris, a Ile-de-France. A catedral é magnífica! Após passar por uma fila rápida, pude entrar e conferir a arquitetura única da catedral parisiense. Almoçamos, então, no Jardim de Tuileries, que fica em frente ao Museu do Louvre. Entramos no museu às 14h. O museu é surpreendente! Não apenas pelas obras la expostas, mas também pelo prédio em si: é enorme, e muito belo, não existe uma sala que seja simples, a arquitetura é sempre caprichada e esplendida.

Acho que não vi nem 20% do museu, devido à quantidade de galerias e salas que existem. Visitei os pontos principais: Louvre medieval, esculturas gregas (incluindo ai a Venus de Milo), Galeria de Apolo (magnífica com sua decoração dourada, e com a imensa quantidade de jóias e objetos feitos de pedras preciosas), Galerias de quadros italianos (aqui encontram-se quadros de Da Vinci, como a Madonna das Rochas e a Mona Lisa), assim como outras obras famosas que a gente sempre encontra nos livros de historia, Galerias de quadros franceses do século XIX, onde é possível ver varias obras fazendo referencia ao período napoleônico (pos-revoluçao), e as seções da antiguidade oriental (Mesopotâmia) e egípcia.

Após a visita ao museu, fomos para o hotel (que era bem ruinzinho) para nos vestirmos para o jantar elegante. O jantar elegante era em um restaurante no primeiro andar da Torre Eiffel, algo que vários franceses jamais fizeram. O preço era salgado, 70€, mas quem bancou foi o Club Time, que pelo visto suou muito para esta viagem. O cardápio: foie gras na entrada (patê de fígado de ganso), um prato com frango e batatas e a sobremesa era uma torta de cereja. Todos sempre acompanhados de pão, água e vinho francês. Após o jantar, passeamos com o ônibus por Paris para ver a cidade durante a noite, e terminamos o dia vendo a torre Eiffel cintilando, por volta da meia-noite.

Este foi meu sábado em Paris. No domingo, fomos ao Château de Versailles, mas isto fica para outro tópico. Coloquei a maioria das fotos já no Picasa, inclusive fotos de Lille. Elas estão agora linkadas na pagina ‘Fotos’, que eu não atualizava há algum tempo. As fotos explicam melhor este passeio do que palavras. Obrigado, e até a próxima postagem!