Berna e Retorno do Natal

6 03 2010

Caramba, eu estou extremamente atrasado com as postagens do blog. O post de hoje conta um pouco de uma cidade que visitei ha mais de dois meses: Berna, capital da Suiça. Vamos recapitular um pouco aquela viagem:

Estavamos eu, Luciano e Micael (ambos de Paris) e ainda Proença e Bruna (ambos de Marseille) terminando nossa viagem de final de ano de 11 dias. Ja haviamos explorado a Alemanha de Oeste à Leste e estavamos atravessando as inospitas terras suiças! Dia 31 de dezembro, ainda pela manha, chegamos à Berna vindos de Lucerna. Berna é uma cidade grande para padrões suiços: incriveis 130000 habitantes. Em Berna, tivemos sorte em relação ao clima, que estava “bom” assim como em Lucerna. A chuva se dispersara e o sol aparecia, com a temperatura se mantendo acima dos 0.

Chegando na cidade, a rotina de sempre: ir para o albergue largar as coisas e então explorar a cidade. Mas eis que vem um problema: Proença esquece seu sobretudo e uma sacola no trem que vinha de Lucerna. E o pior: o trem não terminava em Berna, ele seguia rumo à Genebra. Voltamos à gare, agora por volta do meio dia, e enquanto o Proença encontrava maneiras de poder recuperar seu manteau, nos iamos procurar algo pra almoçar. Compramos um frango simples mesmo ali na gare, mas que não nos dava o direito de usar as mesas para comer. Fomos expulsos do lugar la por um tio à paisana cuja função parecia ser inspecionar as mesas. Lamentavel.

Agora sim, almoçados, vamos explorar Berna! Vamos nos localizar geograficamente: Berna fica ao lado de um meandro do Aare, um belo rio que proporciona belas paisagens. A cidade consiste basicamente a ficar andando de uma margem à outra do rio passando pelos principais pontos. Começamos pela sede do governo suiço, no sul da cidade. Logo apos, pontos interessantes como a praça do Cassino e a Munsterplatz. De la, uma passada na torre do relogio, que segundo o guia Michelin, apresenta a cada hora um espetaculo de marionetes muito curioso. Chegamos com alguma expectativa, as pessoas em volta do relogio esperando… o tal “espetaculo” não passava de alguns movimentos toscos de uns bonecos que saiam da torre… bem pequenos por sinal.

Continuando, passamos pela Einsteinhaus, casa onde Albert Einstein morou durante sete anos em Berna e na qual ele desenvolveu a teoria da Relatividade. Atravessando a Junkerngasse, uma curiosa rua com varias fontes com belas esculturas, chegamos no “vértice” do rio, onde encontramos a Bärengraben, uma coisa curiosa e inesperada: na encosta do rio, foi construida uma estrutura que abriga dois ursos (um deles apelidado carinhosamente por nos de Leopoldo). Os ursos ficam ali bem perto do publico, provavelmente entediados com a atenção que atraem.

Perto do fim da tarde, pegamos uma seção de apresentação em 3D da historia da cidade, que custou apenas 1 franco (finalmente uma coisa barata neste pais). Pra terminar um dia, um Starbucks classico e ida pro albergue se ajeitar pois era noite de Ano Novo. No albergue, encontramos uma outra atendente, uma garota estranha que falava alemão, suiço-alemão, espanhol, inglês, francês e arriscava um italiano. A poliglota deu dicas pra gente de onde ir para o Ano Novo. Acabamos num bar, por volta das 22h (que estava vazio). Fomos pelas 23h30 pra praça da Catedral, onde uma certa multidão (tinha bastante gente mesmo, para uma cidade pequena como Berna) esperava a virada… Fünf, vier, drei, zwei, eins… Feliz 2010!

Dia 1° tinhamos varias viagens a fazer. Voltamos para a gare para almoçar no McDonalds, e poder finalmente sentar nas malditas mesas na estação. Perto das 13h, chegava a hora de se separar. Eu, Luciano e Micael rumariamos para o Norte, enquanto Proença e Bruna retornava para a costa ensolarada do Sul. La vão eles para Genebra, enquanto nos três iamos para Basileia, esperar o trem que ia à Paris. Ainda deu tempo de tirar umas fotos na praça em frente à estação de Basel.

Finalmente estavamos de volta à França. Chegamos em Paris, agora o Luciano e o Micael iam para casa, a distante Chatenay-Malabry, enquanto eu devia esperar o trem que me traria de volta chez les ch’tis. Quase 22h, chego finalmente à Lille Flandres. Estou em casa. Não posso deixar de destacar a ajuda do Thiago, que foi com a Clarice me buscar na estação de carro àquela hora!





Lucerna

31 01 2010

Lucerna foi nossa segunda parada na Suiça. Partimos para la no dia 29, depois de sair de Zurique. Lucerna fica no centro da Suiça, ao lado do Lago dos Quatro Cantões e praticamente no começo dos Alpes, o que proporciona lindas paisagens na cidade. Chegamos pela noite, e a primeira providência foi passar no albergue para largar as coisas e dar uma volta. O albergue de Lucerna foi o auge das nossas implicações contra o franco suiço: o cara do albergue não podia aceitar nossos cartões pois eles eram franceses (euro), e ele não queria pagar as taxas. Assim, ficamos de pagar em francos suiços e em dinheiro no dia seguinte.

O franco suiço é uma das poucas coisas que une um pais tão diversificado como a Suiça. Quatro idiomas oficiais para um territorio cuja area é um sétimo da area do Rio Grande do Sul. A maioria dos lugares, no entanto, aceitam euros, mas as taxas de conversão não são muito claras, e qualquer decisão que tu toma implica que tu saira perdendo… além do mais, as coisas na Suiça ja sao naturalmente mais caras (um Big Mac é uns 35% mais caro la do que na França), logo, era preciso ter um pouco de autocontrole. Moedas de euro não são aceitas, e usar cartões implica se submeter à taxas constantes do banco, ou seja, pagamentos em euro deviam ser feitos em cédulas geralmente… tiradas de caixas eletrônicos que cobram taxas inespecificas de conversão…

Bom, voltamos à Lucerna : caminhamos um pouco pela cidade de noite. A primeira ideia era ficar num bar recomendado por uma suiça que mora em Lucerna que estava no CAVILAM. Chegando no bar, descobrimos que o lugar era inabitavel, devido ao odor desagradavel de cigarro. A segunda ideia foi um bar irlandês (como aquele de Colônia) que parecia bem interessante. Conseguimos uma mesa. Proença e Bruna pedem suas cervejas, eu peço minha Coca-Cola e chega a vez do Luciano pedir algo. Ele diz, “Depois eu peço algo”, enquanto a mulher responde, “mas tu vai pegar uma Coca pelo menos?”. Entao o Luciano, “mas não agora”, enquanto ela responde que mesmo assim vai pegar uma Coca. Até então parecia ser em tom de brincadeira pra incentivar a venda, mas quando o Luciano disse que não queria aquela hora, a mulher retruca dizendo que o Luciano era obrigado a pegar algo se não deveria sair. Resignado, Luciano pede sua Coca Cola. Como o Micael não estava muito bem, acabou decidindo que ia embora. Acabamos todos saindo, de qualquer maneira quatro iriam pagar ali. Lamentavel. Acabamos retornando pro albergue naquela noite, na qual o Micael vomitou pelo quarto ainda. Memoravel.

No dia seguinte, fomos dar uma caminhada nos pontos principais da cidade. Apreciamos a linda vista dos Alpes do alto do Bourbaki (malditas escadas). Em seguida, visitamos as duas igrejas principais da cidade, a Hofkirche (igreja do século VIII) e a Jesuitenkirche (igreja jesuita do século XVII). Andamos pela borda do rio passando pela Kapellbrucke, onde se encontra a torre de agua (uma ponte de madeira com uma torre no meio, construidos sobre o rio), e de onde é possivel ter uma boa vista do Lago de Quatro Cantões. Subimos depois até as muralhas, no norte da cidade. Mais uma subida penosa, e desta vez decepcionante: as muralhas so são abertas pra visitação no verão.

Descemos pelo bairro antigo para almoçar uma pizza num restaurante relativamente barato (o que é raro na Suiça). Depois do almoço, encontramos as garotas do Cavilam que moram em Lucerna, Domenica, Lynn e Jelena. Elas nos levaram por um passeio rapido pela cidade (praticamente uma repetição da manhã), mostraram o local onde elas fazem o Lycée delas, passamos pela frente do museu de Belas Artes e finalmente terminamos no Memorial do Leão, uma bela escultura esculpida diretamente na pedra de um penhasco, em memoria a soldados suiços que defendiam Luis XVI na revolução Francesa. Paramos depois para tomar um café e conversar ali perto (Micael parou pra dormir, é verdade).

Depois que as gurias foram embora, demos mais uma volta sem rumo pela cidade para então retornar ao albergue e partir na manhã seguinte para Berna, capital da Suiça e ultimo trecho da viagem, na véspera de Ano Novo. Buenas, por hoje é so! Abraço!





Munique e Zurique

23 01 2010

Do campo de concentração de Sachsenhausen, fomos direto para a Hauptbanhhof em Berlim para pegar o trem para Munique às 14h58. Chegando la, surpresa agradavel : o trem fora cancelado ! Apos uma hora sem fazer nada na gare, e uma certa incerteza sobre qual trem pegar, embarcamos num trem que ia direto pra Munique, mas que so chegaria por volta das 22h da noite. Esta viagem foi interessante : um casal de alemães sentou do nosso lado e começou a puxar assunto. Detalhe : eles so falavam alemão. Foi a maior conversa por meio de gestos que ja participei ! Foi uma experiência interessante. Um tempo depois, todos ja dormindo nos seus respectivos assentos, passa a moça responsavel por checar os bilhetes… e eis que o Luciano não acha seu passe. Se ele não tivesse com o passe, deveria, além de pagar uma multa salgada, descer do trem na proxima estação. Depois de todo um sermão sobre a desorganização do Luciano (ele ja havia perdido 50€ no inicio da viagem), ele achou o passe num bolso da mochila.

Chegando em Munique, fomos direto para o albergue, devido à hora. No albergue, encontrei sem ter combinado coisa nenhuma o Ezequiel, veterano meu daqui de Lille. Coincidência absurda ! Ele e a namorada estavam vindo de Berlim naquele dia também, mas vieram de avião e por coincidência estavam no mesmo albergue que nos. Bem, sobre o albergue… ele era meio estranho… tinha um bar legal (no subsolo), com direito a Wii de graça… mas os quartos e os banheiros meio que deixavam a desejar…

Buenas, no outro dia acordamos cedo e fomos conhecer a cidade… primeira parada, Deutsches Museum, um museu de tecnologia simplesmente gigantesco… deve ser um dos melhores do mundo do assunto… a seção de petroleo, de maquinas e de aeronautica são simplesmente incriveis. A parte de fisica eu achei meio bobinha, os experimentos meio que de 7ª série… mas mesmo assim os modicos 3€ de entrada valeram muito a pena! Apos o Deutsches Museum, nos separamos: enquanto eu e o Luciano iriamos visitar a Allianz Arena, o Proença, a Bruna e o Micael continuariam no museu e iriam procurar um lugar pra almoçar.

Eu e o Luciano partimos para a Arena em cima do laço, precisando chegar la antes das 13h para poder fazer o tour em inglês. Todos os outros horarios eram em alemão. Descemos do metrô na estação da Arena por volta das 12h45, o que rendeu uma correria desenfreada até o estadio. Alguns minutos depois, estavamos dentro, mas faltava achar o local onde começava o tour. Chegamos no local às 12h58, mas infelizmente os ingressos do tour em inglês tinham acabado… azar, fazemos o tour em alemão mesmo!

O tour tem duração de 1h15, e consiste numa volta por dentro do estadio de mais ou menos uns vinte minutos, com explicações sobre a historia do estadio (eu acho). Depois, prosseguimos para a parte interna, para visitar setor de imprensa, camarotes, vestiarios da equipe local e visitante, bar, sala de aquecimento antes dos jogos, etc. A visita é bem interessante: teria sido mais se pudessemos compreender o que a guia falava… importante que essa visita me motivou bastante para fazer um curso de alemão algum dia… talvez na volta pro Brasil, ou procurar um estagio na Alemanha no ano que vem… isso ainda precisa ser analisado.

Na noite deste dia e também na manha do dia seguinte, bastou visitar pontos turisticos da cidade… Marienplatz (praça da prefeitura), Odeonplatz, Residência Real, Walking Man (um boneco de 17m de altura que o guia Michelin não explicava qual o objetivo), Siegestor (porta da cidade), Hofbrauhaus (cervejaria fundada no século XVI), entre outros. Enfim, partimos de Munique apos o almoço no dia 28 de dezembro, indo em direção a Zurique, na Suiça. A viagem foi complicada: teriamos que trocar de trem em Sttutgart, em apenas quatro minutos, o que causou uma correria enorme na gare quando descobrimos que estavamos longe da parte central da estação, onde poderiamos acessar o outro trem. Finalmente, no trem correto, enfrentamos a viagem mais lenta do passeio: o trem desenvolveu uma velocidade média incrivel de 70 km/h durante o percurso, parando praticamente de dez em dez minutos.

Chegamos à Zurique por volta das 19h. Zurique é a maior cidade da Suiça, mas é uma cidade não muito turistica… foi a cidade mais decepcionante da viagem, na minha opinião. Talvez o impacto de ter que ficar usando francos suiços ao invés de euros tenha ajudado, ja que sempre tinha um jeito de sairmos perdendo na conversão e de as coisas serem naturalmente mais caras na Suiça. De qualquer maneira, acabei comprando chocolates suiços e um canivete em Zurique, ja que o preço das coisas nacionais la geralmente vale a pena.

No dia seguinte, conhecemos o que tinha pra conhecer em Zurique, ou seja, não muita coisa: a cidade tem um centro antigo bonito, com ruas estreitas, igrejas e tal. No entanto, as igrejas (que são bem imponentes, diga-se de passagem) proibem as fotografias… Zurique tem ainda o Lago de Zurique, que propicia belas paisagens… depois de ter dado uma volta na cidade, ainda chega a chuva para ajudar… acabamos tendo uma tarde meio que monotona em Zurique, que serviu para comprar coisas e ficar matando tempo em um Starbucks.

E por hoje é so: proxima parte, Lucerna!

P.S.: post numero 50 do blog ;-)





Genebra

15 08 2009

Finalmente vamos falar de viagens! Nos dias 8 e 9 de agosto, estive em Genebra, na Suiça. La, a lingua falada também é o francês, mas eles usam o franco suiço como moeda, logo, nada de euros (apesar de que a maioria dos lugares os aceitavam, no final das contas). Partimos eu e mais 10 brasileiros e uma russa para Genebra às 6h56 de Vichy! Apos seis horas de viagem de trem (contando uma espera de duas horas em Lyon, ja que nao existem trem diretos de Vichy à Genebra), chegamos na bela cidade suiça.

Bela, mas grande. Acho que ja desacostumei com cidades grandes. Havia bastante movimento, em grande parte porque naquele final de semana encerravam as festividades da cidade. No sabado, quando chegamos, fomos almoçar e apos dar uma volta pela parte norte da cidade. Passamos pelo monumento Brunswick, erguido em homenagem a Charles II, um duque suiço. E finalmente, chegamos no lago! A paisagem é muito bonita: no dia, havia varios brinquedos de parques de diversoes, o lago estava cheio de lanchas e barcos, e havia muita gente. Tiramos umas fotos rapidamente pois estava chovendo. Passamos ainda pelo Horloge Fleurie, um relogio construido com flores, ponto turistico tipico de Genebra. Apos essa ligeira visita, fomos ao hotel pegar os quartos que tinhamos reservado e largar as coisas.

O Hotel ficava na França, à 6 km do centro de Genebra. Para chegar la, bastava pegar o Tram, que é um trem elétrico que lembra um ônibus. O ticket para usa-lo por 24 horas saiu 3€25 (ou 5 francos). No entanto, nem havia conferência do ticket no trem. Imagina se no Brasil fosse assim hehehehe. O trem parava a 50m da fronteira. Apos atravessa-la, a pé, bastava andar mais 50m para chegar no hotel. Bastante pratico! Uma vez na França, o supermercado aceitava euros e deu pra usar o 3G do telefone liberado!

Perto das 19h, voltamos para Genebra. Caminhamos um pouco pelo centro. Visitamos o Grand Theatre, a Place Neuve, o conservatorio e o Mur des Reformateurs. Este ultimo foi inaugurado em 1909: antes de ser transformado em monumento, seus muros faziam parte da muralha da cidade. Os cidadãos ali retratados são figuras importantes da Reforma Protestante. A essa altura do passeio, ja era 21h; logo, voltamos ao lago para assistir aos fogos de artificio. E que espetaculo! Acho que fogos de artificio daqui para a frente nao terao mais graça… foram 50 minutos de show de luz e som, mas totalmente excelentes! Os melhores momentos aqui: http://www.youtube.com/watch?v=0VY1nX9KYk8

No outro dia, visitamos pela manhã o Palais des Nations, onde se situa a sede da ONU. Conhecemos também o museu Ariana, que fica no parque do mesmo nome. Em seguida, fui ao estadio de Genebra, para novamente bater com o nariz na porta: fechado. Ainda assim, foi possivel tirar umas boas fotos do estadio que sediou jogos da ultima Eurocopa. Depois do almoço, que foi pizza :D, fomos ver o show de avioes no lago. Seis avioes fizeram acrobacias e efeitos de fumaça durante uma hora, até que foi interessante (mas preferi os fogos).

Depois dos avioes, fui ao Jet d’Eau. O Jato é, eu acho, o ponto turistico mais famoso de Genebra. Segundo o Cassio, o jato sustenta 7 toneladas de agua quando ligado. Segundo a Cris, a altura do jato é de 140 metros. Quando ha vento, como no domingo, ele forma uma grande névoa sobre uma parte do lado. Sorte nossa que o vento não virou contra nos, senao o banho seria magistral. Por fim, visitei a Cathedrale Saint-Pierre, na Genebra antiga, mas sem antes tomar Guarana Antarctica, que encontrei na loja por 2 francos (algo em torno de 1€30). E é isso! No domingo, às 20h03, partimos para Annecy, mas isso ja é para outra postagem! Abraços!