Vaticano e Pisa

24 04 2010

Finalmente vou encerrar a parte da Italia, ainda na longinqua viagem de Inverno, ha mais de dois meses. Eu fiquei quase um mês sem postar, mas ha justificativa: um relatorio de mais de 30 paginas em francês (que ainda não esta pronto) esta sendo elaborado, sobre o estagio.

Na ultima postagem, sobre Roma, pulei o dia 19 de fevereiro, quando fomos no Vaticano. Foi um dia corrido, mas que valeu muito a pena. Saimos do albergue às 9 da manha, com uma chuva muito forte despencando. Apos ser assaltado (comprei um guarda chuva vagabundo na rua, que ao abrir quase se despedaçou, por 5€), chegamos no metrô para descobrir que os italianos estavam em greve! Maravilha! Correria até a estação central de Roma, para achar algum maldito onibus para o Vaticano. Conseguimos nos espremer, eu, Jeferson, Joia, Tati, Igor, Roger, Bruna e Thiago em um onibus superlotado rumo ao menor pais do mundo.

Descemos perto do Vaticano por volta das 10h da manha. Ja havia uma fila consideravel para acessar a basilica. Felizmente, a chuva tinha cessado, o que nos permitiu encarar até com bom humor a fila. Ostentando meu uniforme do Internacional, entramos no Vaticano e decidimos por começar a visita subindo a basilica pelas escadas. Cinco euros depois, estavamos encarando os 551 degraus, que eram divididos em dois lances: os primeiros duzentos eram uniformes e bem faceis de subir. Depois, era necessario subir seguindo a curvatura do domo da basilica, ou seja, a subida era inclinada para o lado, e os degraus eram estreitos e o corredor idem. Chegamos ao topo para ter uma visão completa de Roma e do Vaticano. Era possivel ver os jardins atras da basilica, assim como ter uma visão privilegiada da Praça de São Pedro, do Obelisco e do Castelo de Santo Angelo.

Na descida, saimos dentro da Basilica, onde admiramos o tumulo de São Pedro e a sua estatua, a escultura Pietà, de Michelangelo, os diversos tumulos de Papas os quais eu não lembro o nome, e toda a arquitetura do prédio que é fascinante. Na basilica, encontrei um colorado também devidamente uniformizado, apenas para provar o quão Internacional é este time. Saindo da basilica, entramos nas catacumbas, onde estão enterrados varios papas, incluindo todos os mais recentes, como João Paulo II.

Saimos do Vaticano para almoçar, e depois do almoço fomos visitar os Museus do Vaticano. Os Museus são um aglomerado de construções de temas diferentes, que contém obras importantes da Antiguidade, Idade Média e Idade Moderna, que terminam na Capela Sistina, onde é possivel ver os famosos afrescos de Michelangelo no teto e nas paredes. Visita ao Vaticano concluida.

Saltamos agora um dia, apos terminar Roma, quando estamos indo para Pisa, de trem. A partir de agora, a viagem vira uma corrida contra o tempo. Chegamos em Pisa por volta das 20h30, perdendo o ônibus que nos levaria ao albergue. Para Pisa, foram apenas eu, Joia, Jeferson, Tati e Igor, mas o Joia e o Jeferson ficariam em um albergue diferente, ao qual eles tentariam chegar a pé. Descobrimos depois que eles se perderam pela cidade (que não é grande), encontraram um grupo de oito gurias que os levaram para uma festa, embora eles não lembrassem todos os detalhes no dia seguinte pois haviam bebido (por exemplo, eles não sabiam direito como haviam chegado no albergue). Voltando a eu, Igor e Tati: como haviamos perdendo o ônibus, precisamos esperar quase uma hora pelo seguinte. Surpresa nossa que o ônibus fez um caminho completamente bizarro, passando por locais inospitos, mas finalmente chegando no lugar desejado.

No dia seguinte, acordamos 7h da manha, para às 8h sair do albergue e ir a pé até a torre, onde chegamos por volta de 8h15. Tiramos as tradicionais fotos empurrando a torre, e aproveitamos para comprar souvenirs. De perto, ela parece mais baixinha e mais torta do que pelas fotos. 8h50 começou a correria para voltar até o albergue, onde precisamos fazer check-out. Chegando no albergue, nenhum funcionario para nos atender. Simplesmente abandonamos a chave na mesa e fomos pegar o ônibus que nos levava à estação. Neste ônibus, encontramos ao acaso o Joia e o Jeferson, que voltavam de avião para Paris conosco. Chegando na estação, onibus para o aeroporto, onde rapidamente fizemos o check-in para embarcar, 11h15, para Paris.

Tudo certo, apos a correria: estavamos no avião. A chegada em Paris era so 13h20, no aeroporto de Orly, que fica a uns 15 km do norte de Paris, onde pegavamos o trem para Lille… às 14h30. Seria arriscado pegar o metrô comum até a Gare Paris Nord, assim, pagamos um taxi até a estação, onde ainda deu tempo de ir rapidamente ao Mc Donalds e finalmente voltar para casa.

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Roma

3 04 2010

Ola! Vamos proceder agora aos relatos da segunda etapa da viagem de inverno: Italia! Essa foi uma viagem um pouco diferente: ao inves de viajar por todo o pais, visitei apenas a capital, Roma, e Pisa, para ver a famosa torre. Chegamos em Roma eu, Tati, Igor, Roger, Bruna e Thiago na quarta-feira pela noite, depois de dois voos: um que partia de Nantes pela manha com quase duas horas de duração até Milão. Parada para almoço e um novo voo, desta vez mais curto, de Milão até Roma. O aeroporto de Roma não ficava na cidade em si. Foi preciso pegar um ônibus até a estação central da cidade, Termini. Fomos largados ali apenas com as malas, sem nenhum mapa, apenas com o endereço do albergue. Pegamos o metrô para a estação citada no site do albergue. Ao sair na estação de destino, não tinhamos noção alguma de onde estavamos. Graças a um pedaço de mapa que a Tati conseguiu baixar no iPod, uma bussola e um pouco de senso de orientação, chegamos no albergue.

O recepcionista do albergue era um brasileiro. Gaucho e gremista. O cara era muito gente boa, e nos ajudou com mapas e dicas da cidade, para o dia seguinte. Acabamos jantando nos seis num tipico restaurante italiano numa região indicada por ele. Na volta, encontramos o Jéferson e o Joia, que haviam chegado em Roma mais tarde. Tudo pronto então para começar a explorar a cidade no dia seguinte.

Roma oferece infinitas possibilidades de passeio. Começamos indo na Igreja S. Maria Maggiori, que ficava proxima ao albergue. Essa basilica é apenas a quarta maior de Roma, mas ainda assim é giganteca. Da Basilica, fomos em direção à Piazza della Republica, onde encontramos uma movimentação relativa àas comemorações da morte de um soldado italiano. Enfim, saimos dali para o que pareceria ser mais interessante: Coliseu e Foro Romano!

Chegando no Coliseu, nos beneficiamos do passe que tinhamos comprado para conseguir passar pela imensa fila que havia na entrada. O anfiteatro é magnifico! Apesar de estar em ruinas, é possivel perceber todo o esplendor que ele deveria possuir nos seus tempos aureos. Circulamos algum tempo pelo Coliseu, tanto no nivel superior quanto no inferior. Na saida, fomos para o Foro Romano e o Palatino, que compreendem uma infinidade de monumentos e construções em ruinas. Passamos pela Via Sacra, que era onde os imperadores desfilavam quando voltavam vitoriosos das guerras, assim como varios templos e basilicas que ali estiveram. Segundo a lenda, foi ali que Romulo e Remo foram amamentados pela loba, e que anos mais tarde seria o berço de Roma.

Saimos pelo outro lado, no coração de Roma, na Piazza Venezia, onde se encontra o magnifico Monumento a Vittorio Emanuelle II, que celebra a independência italiana. Dali seguimos por ruas estreitas até a Fontana di Trevi, que aparece como por acaso numa pequena praça, e impressiona por sua grandeza. Dizem que aqueles que jogam uma moeda na fonte asseguram seu retorno a Roma. Por via das duvidas, deixei alguns centavos de euro ali.

Em seguida, mais caminhada até o Pantheon, um dos maiores monumentos de Roma. Antigamente se tratava de uma igreja pagã, mas foi transformada em igreja cristã por algum imperador durante a Idade Antiga. O Panteão possui como peculiaridade o teto aberto, cuja justificativa seria “facilitar para que as orações subam livremente”. Bem, quando eu estive la, a unica coisa que deu pra ver foi que facilitava que alguém escorregasse la dentro, ja que estava tudo molhado por causa da chuva.

Do Panteão fomos para a Praça Navona, que antigamente era um estadio para apresentações. Nesta praça, encontramos a embaixada brasileira, que alias, fica num prédio nada modesto. A praça possui três fontes: Fonte dos Rios (que possui um obelisco no centro), Fonte dos Calderari e a Fonte do Mouro. Dali seguimos para o sul, em direção ao Campo de Fiori e a Piazza Farnese. Fomos parar do outro lado do Rio, quando pegamos um tram para retornar ao Panteão e jantar, apos um longo dia de caminhada.

No dia seguinte, fomos ao Vaticano, e ficamos la o dia inteiro. Essa parte eu falo em uma postagem futura. No final do dia, visitamos o Castelo de S. Angelo, que fica em frente ao Vaticano ao sair pela Via della Conciliazione. O castelo, que teve sua construção iniciada em 123 pelo Imperador Adriano, lembra em principio uma vasta fortaleza. De fato, durante o final do apogeu romano, servia como proteção ao rio Tibre das invasões barbaras. Na idade média, foi transformado em Castelo. Passou para o dominio dos Papas, que construiram uma passagem secreta entre o castelo e o Vaticano. Nessa época, o castelo foi usado como prisão e lugar de torturas. Explorar o castelo consiste em subir infinitas escadas, para no fim apreciar uma bela vista do Vaticano e de Roma no inicio da noite.

No ultimo dia, ainda tinhamos bastante tempo para continuar visitando a cidade. Começamos a visita pelo Quirinale, que é um gigantesco palacio no centro de Roma, que ja foi residência dos Papas, residência do Rei e atualmente é residência do Presidente da Republica. Não entramos no palacio, apenas admiramos o exterior e vimos a praça que possui uma bela fonte. Saindo do Quirinal, passamos pelo Mausoleu de Augusto e seguimos direto para a Piazza di Spagna. Essa praça possui uma escadaria enorme que termina na Igreja de Trinità dei Monti. No começo da escadaria, encontramos ainda a fonte da Barcaccia, uma bela fonte em forma de casco de embarcação.

Dali, partimos rumo à Piazza del Popolo. Esta é uma praça simetricamente perfeita, possui o Obelisco da cidade e a igreja de Santa Maria del Popolo. Na praça, ainda visitamos um museu que estava expondo réplicas de invenções de Da Vinci, na sua maioria maquinas mirabolantes que demonstravam fenômenos fisicos e mecanismos. Bem interessante. Finalmente, apos o almoço, o passeio terminou com uma volta pela Piazza Barbieri, que possui uma Igreja muito bonita por dentro cujo nome eu não lembro.

No final da tarde, fomos para Pisa, de trem. Roma é uma cidade muito bonita, e tudo nela faz referência à Antiguidade, quando Roma conheceu seu apogeu. Na proxima postagem, pretendo falar sobre o Vaticano. Até mais!