São Paulo II

11 06 2009

Viajar de avião é algo bastante surreal. Eu cheguei a falar em algum outro post que a viagem pra São Paulo seria minha primeira de avião. Tudo correu tranquilamente. Mas a sensação espacial e temporal pela qual a gente passa é algo que impressiona. Quando se viaja de carro, tu tem a percepção (real, óbvio) de que as cidades estão passando pela rodovia ao teu lado, tu percebe as acelerações e as freiadas do veículo e isto meio que te guia durante o trajeto. O avião não: tu entra naquela cápsula, durante a viagem a única coisa que se vê é um cobertor branco sob a aeronave e em um punhado de minutos tu já se encontra a centenas de quilômetros do local que tu partiu, deixando para trás pessoas queridas e lugares familiares. E essa tensão só aumenta quando se está indo para um lugar completamente desconhecido.

Bom, chega de devaneios e vamos continuar de onde parei no último post. Já estavamos com o visto encaminhado, e dependíamos apenas da boa vontade do Ministério de Relações Exteriores francês para que o visto fique pronto rapidamente. Passeamos um pouco pelo Shopping Center 3 (nele já aproveitamos para fazer a Carteira Internacional do Estudante). Depois, encontramos na estação da Consolação a Danielli, uma amiga minha que mora em São Paulo e que nos guiou naquela tarde. Ela nos explicou o funcionamento do metrô (que aliás, é algo impressionante – a infraestrutura necessária pra construir cada uma daquelas estações é algo absurdo) e falou sobre diversos hábitos e curiosidades paulistanas que não conhecíamos (e expressões também: eles não conhecem guisado como nós!). Caminhamos bastante pela região da Paulista até que a Viviane tinha que ir embora: ela ia voltar na sexta. Depois que o ônibus dela chegou já estávamos cansados de caminhar, então subimos pro apartamento e começamos a jogar truco. Mais um problema: três gaúchos que jogam o truco, de certa forma, normal e uma paulista que joga um truco engraçado com outro baralho e com expressões bizarras. Tentamos ensinar nosso truco à Dane (e até que ela aprendeu bem!).

Já era de noite quando a Dane foi embora. Nos despedimos (mas ela prometeu vir ao Sul – espero revê-la um dia!) e depois fomos jantar no Center 3. A essa altura já conheciamos bem o shopping (acho que fomos nele umas 4 vezes no total). Voltamos para o hotel planejando o que fazer no sábado.

Sábado pela manhã andamos de metrô. Fomos até o Shopping Santa Cruz (que eu não tenho a menor ideia de onde se localiza geograficamente, já que andar de metrô já é o suficiente para perder a orientação espacial) onde almoçamos. Na volta, também de metrô, descemos no MASP onde visitamos duas exposições: Arte na França – O Realismo (quadros baseados no realismo francês de 1860 a 1960) e VIK (exposição de arte de um fotógrafo brasileiro, bastante interessante os retratos!). A essa altura já estava na hora de voltar pro hotel, pegar as mochilas e ir pro aeroporto. Fomos pra Guarulhos lá pelas 6 da tarde. O voo de volta era só às 21h55, então deu tempo de conhecer bem o aeroporto e já prestar atenção nos locais que devo ir quando estiver em Guarulhos indo pra França.

E acabou o passeio!

P.S.: 14 dias.





São Paulo I

7 06 2009

Olá! Voltei de São Paulo! Cheguei no Salgado Filho ontem à noite (mais exatamente no início de hoje, 00h05). Mas vamos começar contando pela ida, e sobre o processo do visto!

Embarquei às 18h40 da quinta-feira. Infelizmente o voo atrasou um pouco, mas nada de mais. Fui de Webjet na ida, junto com a Viviane e o Luciano. Chegamos em Guarulhos mais ou menos às 20h30. Aí já veio o primeiro gasto. 29 reais para cada um no táxi (valia a pena, pois o ônibus era 30 reais, e bem mais demorado). Já deu pra ter uma noção do trânsito de São Paulo. O cara do táxi colocava 130 km/h na Dutra como se fosse normal! Bruto!

Chegamos no hotel lá pelas 9 da noite. O quarto era bem legal (todas as coisas que falo aqui foram fotografadas! Criei uma aba “Fotos” no blog que redireciona para os álbuns do Picasa. Confiram as fotos lá). Jantamos uma pizza (não muito boa – paulistanos não sabem o que é coração de frango). Depois começamos a comparar nossos formulários pra ver se ninguém havia esquecido alguma informação importante. Fomos dormir cedo já que no dia seguinte eu era o primeiro a ser atendido no Consulado (às 9h45 de sexta).

No Consulado o processo era muito simples, mas atrasou porque uma guria não sabia direito do que precisava lá no Consulado, e gastou quase 1 hora pra sair de lá. Apesar de atrasados no atendimento, tudo correu tranquilamente. O visto já está encaminhado! Dia 15 devo ligar pra lá para saber se o passaporte chegará a tempo. Se não chegar, deveremos ainda pagar uma taxa para que venha mais rápido pelos Correios.

Após o Consulado, fomos almoçar. Existe um shopping perto do Consulado, chamado Center 3. Não é muito inteligente. A praça de alimentação até é bem diversa, tem várias opções, mas é extremamente limitada em relação às mesas. Resultado: fomos almoçar no McDonalds ali na mesma quadra. E também não deu certo: tinha umas 50 pessoas no mínimo esperando para ser atendidas. Então, fomos para o Bob’s mesmo. Nossa parte da viagem para fazer o visto estava concluída!

Na continuação deste post, falo sobre os locais que visitamos sexta de tarde e sábado! Até mais!