Londres

15 05 2010

Fui para Londres com o Club Time no dia 20 de março, uma semana apos meu aniversario, que foi comemorado na casa do Gezério e da Bruna (com direito a feijoada e pôquer). Essa viagem começou praticamente um dia antes, no dia 19, apos um jogo lendario de pôquer na sala do Club Time, aqui na residência : 10 jogadores na mesma mesa, apenas um vencedor, meu parrain, Jéferson. O jogo terminou la pelas 2 da manhã, e a viagem começava às 6h, logo, la pelas 5h eu ja estava de pé.

Saimos da residência então rumo ao Norte, à Calais. Por volta de 9h, estavamos em Calais, onde passamos pelo controle de fronteira e pegamos o barco rumo à Inglaterra. A viagem no barco durava em torno de 1h30, e foi muito boa para esticar as pernas e aproveitar para ver as falésias que defendem à ilha inglesa. As 9h30 (-1 hora de mudança de horario) retomavamos a estrada ja dirigindo pela esquerda (ao modo inglês), para chegar em Londres por volta de 11h30.

Como essa viagem foi uma viagem de apenas um dia, e o trajeto em si até a Inglaterra não é nada curto, se feito de ônibus, não foi possivel aproveitar muita coisa em termos turisticos. Londres, assim como Paris, Berlim e Roma, exigem algo em torno de 3 a 4 dias de estadia para se ter uma noção mais precisa da cidade. Assim, segui o roteiro da Mlle. Catsiapis, que começava no Palacio de Buckingham. Almoçamos ali perto em um McDonalds e fomos para a National Gallery.

A National Gallery é uma galeria de quadros gratuita ao publico no coração de Londres. Situada na Trafalgar Square, ela abriga uma das mais importantes coleções de arte do mundo. Isso é uma coisa legal na Inglaterra, a maioria dos museus de arte são gratuitos, ao contrario da França, onde às vezes é preciso pagar pois, mesmo sendo estudante, não somos cidadãos europeus. Sobre a galeria, normalmente eu deveria encontrar la a segunda versão de ‘A Virgem dos Rochedos’, de Leonardo da Vinci (a primeira eu vi no Louvre). Ficara para uma proxima.

Seguimos então para o British Museum, outro museu gratuito de Londres. Neste museu, encontrei a pedra egipcia usada no século XIX para tradução dos hieroglifos egipcios. La, tambem vi os frisos do Partenon grego, até hoje reclamados pelo governo deste pais contra os britânicos. Depois, fomos para a Harrods, loja de luxo inglesa, conhecida por seus artigos caros e futeis. La, quase ganhamos um “lanche” da Mlle. Catsiapis, algo que sairia umas 25£. Infelizmente, não havia mais disponibilidade do que ela queria, e então seguimos explorando a loja, e não comprando nada, obviamente.

Em seguida, demos uma volta de ônibus pela cidade, passando pela Tower of London e a Tower Bridge. Na volta, mais uma viagem de 5 horas, embora desta vez voltamos de trem por baixo do Canal da Mancha, ao invés de voltar de barco. La por volta de 1h30 chegamos finalmente à residência, exaustos apos o cansativo dia.

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Vaticano e Pisa

24 04 2010

Finalmente vou encerrar a parte da Italia, ainda na longinqua viagem de Inverno, ha mais de dois meses. Eu fiquei quase um mês sem postar, mas ha justificativa: um relatorio de mais de 30 paginas em francês (que ainda não esta pronto) esta sendo elaborado, sobre o estagio.

Na ultima postagem, sobre Roma, pulei o dia 19 de fevereiro, quando fomos no Vaticano. Foi um dia corrido, mas que valeu muito a pena. Saimos do albergue às 9 da manha, com uma chuva muito forte despencando. Apos ser assaltado (comprei um guarda chuva vagabundo na rua, que ao abrir quase se despedaçou, por 5€), chegamos no metrô para descobrir que os italianos estavam em greve! Maravilha! Correria até a estação central de Roma, para achar algum maldito onibus para o Vaticano. Conseguimos nos espremer, eu, Jeferson, Joia, Tati, Igor, Roger, Bruna e Thiago em um onibus superlotado rumo ao menor pais do mundo.

Descemos perto do Vaticano por volta das 10h da manha. Ja havia uma fila consideravel para acessar a basilica. Felizmente, a chuva tinha cessado, o que nos permitiu encarar até com bom humor a fila. Ostentando meu uniforme do Internacional, entramos no Vaticano e decidimos por começar a visita subindo a basilica pelas escadas. Cinco euros depois, estavamos encarando os 551 degraus, que eram divididos em dois lances: os primeiros duzentos eram uniformes e bem faceis de subir. Depois, era necessario subir seguindo a curvatura do domo da basilica, ou seja, a subida era inclinada para o lado, e os degraus eram estreitos e o corredor idem. Chegamos ao topo para ter uma visão completa de Roma e do Vaticano. Era possivel ver os jardins atras da basilica, assim como ter uma visão privilegiada da Praça de São Pedro, do Obelisco e do Castelo de Santo Angelo.

Na descida, saimos dentro da Basilica, onde admiramos o tumulo de São Pedro e a sua estatua, a escultura Pietà, de Michelangelo, os diversos tumulos de Papas os quais eu não lembro o nome, e toda a arquitetura do prédio que é fascinante. Na basilica, encontrei um colorado também devidamente uniformizado, apenas para provar o quão Internacional é este time. Saindo da basilica, entramos nas catacumbas, onde estão enterrados varios papas, incluindo todos os mais recentes, como João Paulo II.

Saimos do Vaticano para almoçar, e depois do almoço fomos visitar os Museus do Vaticano. Os Museus são um aglomerado de construções de temas diferentes, que contém obras importantes da Antiguidade, Idade Média e Idade Moderna, que terminam na Capela Sistina, onde é possivel ver os famosos afrescos de Michelangelo no teto e nas paredes. Visita ao Vaticano concluida.

Saltamos agora um dia, apos terminar Roma, quando estamos indo para Pisa, de trem. A partir de agora, a viagem vira uma corrida contra o tempo. Chegamos em Pisa por volta das 20h30, perdendo o ônibus que nos levaria ao albergue. Para Pisa, foram apenas eu, Joia, Jeferson, Tati e Igor, mas o Joia e o Jeferson ficariam em um albergue diferente, ao qual eles tentariam chegar a pé. Descobrimos depois que eles se perderam pela cidade (que não é grande), encontraram um grupo de oito gurias que os levaram para uma festa, embora eles não lembrassem todos os detalhes no dia seguinte pois haviam bebido (por exemplo, eles não sabiam direito como haviam chegado no albergue). Voltando a eu, Igor e Tati: como haviamos perdendo o ônibus, precisamos esperar quase uma hora pelo seguinte. Surpresa nossa que o ônibus fez um caminho completamente bizarro, passando por locais inospitos, mas finalmente chegando no lugar desejado.

No dia seguinte, acordamos 7h da manha, para às 8h sair do albergue e ir a pé até a torre, onde chegamos por volta de 8h15. Tiramos as tradicionais fotos empurrando a torre, e aproveitamos para comprar souvenirs. De perto, ela parece mais baixinha e mais torta do que pelas fotos. 8h50 começou a correria para voltar até o albergue, onde precisamos fazer check-out. Chegando no albergue, nenhum funcionario para nos atender. Simplesmente abandonamos a chave na mesa e fomos pegar o ônibus que nos levava à estação. Neste ônibus, encontramos ao acaso o Joia e o Jeferson, que voltavam de avião para Paris conosco. Chegando na estação, onibus para o aeroporto, onde rapidamente fizemos o check-in para embarcar, 11h15, para Paris.

Tudo certo, apos a correria: estavamos no avião. A chegada em Paris era so 13h20, no aeroporto de Orly, que fica a uns 15 km do norte de Paris, onde pegavamos o trem para Lille… às 14h30. Seria arriscado pegar o metrô comum até a Gare Paris Nord, assim, pagamos um taxi até a estação, onde ainda deu tempo de ir rapidamente ao Mc Donalds e finalmente voltar para casa.





Roma

3 04 2010

Ola! Vamos proceder agora aos relatos da segunda etapa da viagem de inverno: Italia! Essa foi uma viagem um pouco diferente: ao inves de viajar por todo o pais, visitei apenas a capital, Roma, e Pisa, para ver a famosa torre. Chegamos em Roma eu, Tati, Igor, Roger, Bruna e Thiago na quarta-feira pela noite, depois de dois voos: um que partia de Nantes pela manha com quase duas horas de duração até Milão. Parada para almoço e um novo voo, desta vez mais curto, de Milão até Roma. O aeroporto de Roma não ficava na cidade em si. Foi preciso pegar um ônibus até a estação central da cidade, Termini. Fomos largados ali apenas com as malas, sem nenhum mapa, apenas com o endereço do albergue. Pegamos o metrô para a estação citada no site do albergue. Ao sair na estação de destino, não tinhamos noção alguma de onde estavamos. Graças a um pedaço de mapa que a Tati conseguiu baixar no iPod, uma bussola e um pouco de senso de orientação, chegamos no albergue.

O recepcionista do albergue era um brasileiro. Gaucho e gremista. O cara era muito gente boa, e nos ajudou com mapas e dicas da cidade, para o dia seguinte. Acabamos jantando nos seis num tipico restaurante italiano numa região indicada por ele. Na volta, encontramos o Jéferson e o Joia, que haviam chegado em Roma mais tarde. Tudo pronto então para começar a explorar a cidade no dia seguinte.

Roma oferece infinitas possibilidades de passeio. Começamos indo na Igreja S. Maria Maggiori, que ficava proxima ao albergue. Essa basilica é apenas a quarta maior de Roma, mas ainda assim é giganteca. Da Basilica, fomos em direção à Piazza della Republica, onde encontramos uma movimentação relativa àas comemorações da morte de um soldado italiano. Enfim, saimos dali para o que pareceria ser mais interessante: Coliseu e Foro Romano!

Chegando no Coliseu, nos beneficiamos do passe que tinhamos comprado para conseguir passar pela imensa fila que havia na entrada. O anfiteatro é magnifico! Apesar de estar em ruinas, é possivel perceber todo o esplendor que ele deveria possuir nos seus tempos aureos. Circulamos algum tempo pelo Coliseu, tanto no nivel superior quanto no inferior. Na saida, fomos para o Foro Romano e o Palatino, que compreendem uma infinidade de monumentos e construções em ruinas. Passamos pela Via Sacra, que era onde os imperadores desfilavam quando voltavam vitoriosos das guerras, assim como varios templos e basilicas que ali estiveram. Segundo a lenda, foi ali que Romulo e Remo foram amamentados pela loba, e que anos mais tarde seria o berço de Roma.

Saimos pelo outro lado, no coração de Roma, na Piazza Venezia, onde se encontra o magnifico Monumento a Vittorio Emanuelle II, que celebra a independência italiana. Dali seguimos por ruas estreitas até a Fontana di Trevi, que aparece como por acaso numa pequena praça, e impressiona por sua grandeza. Dizem que aqueles que jogam uma moeda na fonte asseguram seu retorno a Roma. Por via das duvidas, deixei alguns centavos de euro ali.

Em seguida, mais caminhada até o Pantheon, um dos maiores monumentos de Roma. Antigamente se tratava de uma igreja pagã, mas foi transformada em igreja cristã por algum imperador durante a Idade Antiga. O Panteão possui como peculiaridade o teto aberto, cuja justificativa seria “facilitar para que as orações subam livremente”. Bem, quando eu estive la, a unica coisa que deu pra ver foi que facilitava que alguém escorregasse la dentro, ja que estava tudo molhado por causa da chuva.

Do Panteão fomos para a Praça Navona, que antigamente era um estadio para apresentações. Nesta praça, encontramos a embaixada brasileira, que alias, fica num prédio nada modesto. A praça possui três fontes: Fonte dos Rios (que possui um obelisco no centro), Fonte dos Calderari e a Fonte do Mouro. Dali seguimos para o sul, em direção ao Campo de Fiori e a Piazza Farnese. Fomos parar do outro lado do Rio, quando pegamos um tram para retornar ao Panteão e jantar, apos um longo dia de caminhada.

No dia seguinte, fomos ao Vaticano, e ficamos la o dia inteiro. Essa parte eu falo em uma postagem futura. No final do dia, visitamos o Castelo de S. Angelo, que fica em frente ao Vaticano ao sair pela Via della Conciliazione. O castelo, que teve sua construção iniciada em 123 pelo Imperador Adriano, lembra em principio uma vasta fortaleza. De fato, durante o final do apogeu romano, servia como proteção ao rio Tibre das invasões barbaras. Na idade média, foi transformado em Castelo. Passou para o dominio dos Papas, que construiram uma passagem secreta entre o castelo e o Vaticano. Nessa época, o castelo foi usado como prisão e lugar de torturas. Explorar o castelo consiste em subir infinitas escadas, para no fim apreciar uma bela vista do Vaticano e de Roma no inicio da noite.

No ultimo dia, ainda tinhamos bastante tempo para continuar visitando a cidade. Começamos a visita pelo Quirinale, que é um gigantesco palacio no centro de Roma, que ja foi residência dos Papas, residência do Rei e atualmente é residência do Presidente da Republica. Não entramos no palacio, apenas admiramos o exterior e vimos a praça que possui uma bela fonte. Saindo do Quirinal, passamos pelo Mausoleu de Augusto e seguimos direto para a Piazza di Spagna. Essa praça possui uma escadaria enorme que termina na Igreja de Trinità dei Monti. No começo da escadaria, encontramos ainda a fonte da Barcaccia, uma bela fonte em forma de casco de embarcação.

Dali, partimos rumo à Piazza del Popolo. Esta é uma praça simetricamente perfeita, possui o Obelisco da cidade e a igreja de Santa Maria del Popolo. Na praça, ainda visitamos um museu que estava expondo réplicas de invenções de Da Vinci, na sua maioria maquinas mirabolantes que demonstravam fenômenos fisicos e mecanismos. Bem interessante. Finalmente, apos o almoço, o passeio terminou com uma volta pela Piazza Barbieri, que possui uma Igreja muito bonita por dentro cujo nome eu não lembro.

No final da tarde, fomos para Pisa, de trem. Roma é uma cidade muito bonita, e tudo nela faz referência à Antiguidade, quando Roma conheceu seu apogeu. Na proxima postagem, pretendo falar sobre o Vaticano. Até mais!





Calmaria… ou não

23 03 2010

Interrompendo a série de postagens sobre a viagem de inverno (alias, eu não termino essa série antes de começar mais uma viagem… lamentavel) para dar uma atualizada de como anda a vida por aqui. Estou numa semana razoavelmente tranquila de aula, a mais leve desde que começou o semestre, em fevereiro. Essa semana antecede a ultima semana de aulas antes das férias de primavera, que vão de 3 à 18 de abril. Nessas férias, viajarei na primeira semana para o centro-leste europeu, mais especificamente Praga, Budapeste e Viena (Rep. Tcheca, Hungria e Austria).

Por aqui, eu cada vez chego mais a conclusão de que franceses enrolam demais. Me explico: ja devo ter falado do Projeto de 2 anos aqui, que em teoria é muito interessante e deveria ser bastante importante pra nos… então, estamos com mais de 6 meses de projeto, e até agora nada pratico feito. Apenas relatorios, e diagramas, e apresentações, e anfiteatros de projeto que eu nem vou mais, de tão inuteis que são. Lembro de uma citação do Yuri esses dias, quando ele observou uns engenheiros na rua conversando… “certo que esses caras estavam discutindo algo que não levara a lugar nenhum”… este é o modo francês de trabalhar, e a principio não deveria ser questionado.

Na école, temos agora as campanhas do BDX, que são espécies de Grêmios Estudantis de Artes, Alunos e Esportes. A campanha do BdA (Bureau des Arts) ja terminou, e agora estamos em campanha de BdE (Bureau des Eleves), da qual participam por uma chapa a Tati e a Thais. A campanha acaba sendo uma das coisas mais legais nesta école, pois quase todo dia temos lanches de graça, jantas e almoços por preços irrisorios, ja tive café da manha de graça na porta da minha casa, jogo de laser game gratuito, entre outras mordomias, tudo promovido pelas listas para angariar votos.

Por outro lado, temos as aulas. Anfiteatros me desanimam, e desanimam também boa parte dos franceses. Um anfiteatro às 8 da manhã raramente excede 50% de presença, enquanto os anfiteatros apos o almoço costumam ter uma platéia mais concentrada na sestia do que na aula em si. Os TDs, que deveriam ser a aula do modo como estamos acostumados mas não são, variam em questão de suportabilidade: eu não falto pois eles contam presença; porém, alguns são lastimaveis… como os professores nunca são os mesmos, é sempre uma loteria saber se o TD sera bom ou não.

Finalmente, temos os TPs… esses o fator loteria é maior ainda. O aluno é obrigado a ir. Isso ja aumenta o grau de suspense em relação ao TP (TPs são como aulas em laboratorio). Alguns, como o de Fabricação Mecânica, excedem as expectativas: sexta passada, fabriquei minha primeira peça num torno mecânico. Mas sempre existem TPs lamentaveis, como os de Dimensionamento de Sistemas, e ainda as maravilhosas APPs, que são aulas sem professor: o aluno, junto com seu grupo, deve esperar que o conhecimento brote do nada e espera que a prova no final seja simples.

Acaba que eu chego em casa tão desanimado em relação às aulas que tive que eu acabo não estudando nada em casa e perco meu tempo lendo noticias na Internet, jogando, assistindo séries, ouvindo musica ou meramente arrumando a casa. Por esse motivo, aquela sensação de culpa me persegue dia apos dia, como se eu sempre estivesse atrasado em relação à alguma coisa relacionada à Ecole. Se eu fico um dia sem fazer nada, não deixo de lembrar que poderia estar fazendo algo mais importante (ou não, não consigo ver como o estado atual do projeto seria importante… enfim).

Depois das férias, terei todas as manhãs das quartas livres devido ao fato de a minha eletiva acabar antes. Porém, tenho ainda um relatorio de estagio pra escrever, em francês, mais ou menos 30 paginas, cujo conteudo sera com certeza algo tão inutil quanto as apresentações de projeto que estamos fazendo. No entanto, as semanas serão bastante carregadas de aulas, e ja consigo prever a carga de matérias se acumulando no final do semestre, la pela metade de junho, quando nossas provas começam…

E quando as provas passarem, vira a semana de recuperação. Provavelmente terei que recuperar Phénomènes de Transfert, que fiquei com 7 sobre 20. Essa nota me passa, porém eu preciso tirar no minimo 13 numa outra matéria do mesmo bloco, o que é bem complicado. Outra nota que saiu foi Génie Eléctrique: 11,5 sobre 20. Depois da semana de recuperação, fico ainda uma semana na França, provavelmente em Vichy e em Paris. No dia 15 de julho, pela noite, estou embarcando pro Brasil, e fico la até dia 9 de agosto. E tera passado então quase 14 meses desde que sai do Brasil pela primeira vez.





Mont Saint-Michel e La Rochelle

18 03 2010

Continuando os relatos da viagem de inverno. Em Nantes, na segunda, alugamos um carro para fazer duas viagens interessantes: Mont Saint Michel e La Rochelle. A ideia era ir um dia em cada um dos locais, que ficam em torno de 2 horas de carro de Nantes, valendo a pena retornar pra Nantes para passar a noite da segunda pra terça. Partimos de Nantes na segunda eu, Tati, Igor, Ricardo e Thiago rumo ao norte por volta das 10 da manhã. Comigo de co-piloto, nenhum problema grave aconteceu! =D Começamos a se aproximar da ilhota por volta das 13h, depois de uma parada para um lanche.

O Mont Saint-Michel é uma ilha localizada entre a Normandia e a Bretanha, acessivel apenas por uma faixa estreita de terra, que fica parcialmente coberta de agua durante a maré alta. No dia em que visitamos o monte, a maré alta so viria às 20h, horario no qual estariamos ja na estrada. Assim, perdemos essa parte, mas ainda assim a exploração do monte foi interessante.

Logo na entrada, tu te sentes numa vila medieval. Ruas estreitas e casebres apertados que abrigam lojas de quinquilharias de todo o tipo circundam a base da ilha. Ali é possivel comprar de tudo, desde réplicas da Tavola Redonda até o Um Anel de Sauron.

A abadia dos monges se encontra no topo, e é preciso subir infinitas escadarias até la. Chegamos la bem em tempo de se infiltrar numa visita guiada, que era gratuita, felizmente. Foi uma das melhores visitas guiadas que ja vi. O cara que apresentava parecia um misto de monge e mendigo, mas conhecia incrivelmente bem a historia do lugar. Visitamos os patios privados da abadia, ouvimos as historias de como os monges sobreviviam, do papel do Mont Saint Michel ao longo da historia, etc… bastante didatico.

Retornamos do Mont por volta das 18h, rumo a Nantes para dormir e no dia seguinte rumar ao Sul, em direção de La Rochelle. Nesta viagem, o Thiago foi substituido pela Ju. E la fomos nos rumo à cidade que eu chamaria de ‘Mônaco’ do Atlântico! A gente também teve sorte… apesar de fazer -5 pela manhã, um sol muito bonito apareceu de tarde, o que possibilitou um passeio bem agradavel pela cidade.

La Rochelle é uma praia da costa atlântica da França, que possui um belo cais onde ficam estacionados varios iates e lanchas. No entanto, a aparência da cidade é bem antiga, notavelmente pelas suas três torres que faziam parte da muralha que circundava a cidade. As torres são a Torre da Lanterna, Torre da Corrente e Torre St. Nicolas.

Visitar as torres significou subir mais e mais escadas ainda (essa foi a viagem de subir escadas, aguardem pelo Vaticano). A primeira torre foi a Torre da Lanterna, que é a mais alta, eu acho. Do topo dela, era possivel ter uma vista bem legal do Atlântico e da cidade. Essa torre era o antigo farol da cidade. Andando ao longo da muralha se chega à torre da corrente, que é a menor das três. Essa foi a menos interessante, eles montaram uma espécie de museu na torre, logo, não tinha nada interessante como prisões e salas antigas pra ver. Finalmente, a torre St. Nicolas, que guarda a entrada do ancoradouro, foi pra mim a mais interessante. Pra começar, essa torre é torta, o que é perfeitamente perceptivel de dentro da torre. Essa torre junto com a da corrente servia pra proteger a entrada de navios inimigos na baia, com o auxilio de uma imensa corrente ligando as duas torres.

Voltamos de La Rochelle no final da tarde, apos dar uma caminhada no centro da cidade, que é bem bonito também. Devolvemos o carro na locadora e começamos a nos preparar para a segunda parte da viagem: Italia!





Nantes

12 03 2010

Finalmente cheguei à viagem das férias de inverno. As férias de inverno vieram logo em seguida ao estagio, começando no dia 13 de fevereiro e indo até o dia 21. Minha ideia a principio era fazer uma viagem curta pra dar uma descansada alguns dias em casa. Porém, apos varias propostas e nada das viagens serem garantidas, e o fato de que as férias de Lille não estavam batendo com as férias de outras écoles, acabei decidindo por uma viagem bem mais longa que o esperado.

Acabei acertando de me juntar a Tati e ao Igor (namorado dela, que esta em Nantes) e, partindo de Nantes, alugar um carro para ir até o Mont Saint-Michel e La Rochelle (junto com Ricardo, Thiago e Ju) e depois ir de avião até Roma (com o Roger, a Bruna e o Thiago, e pra encontrar ainda depois o Jeferson, o Joia, o Liba e a Thais). Por fim, uma passada por Pisa para conferir a torre e voltar para Paris. Excelente roteiro!

Parti para Nantes no domingo, às 9 da manhã. O trem so chegou la pelas 14h, apos fazer um trajeto bizarro que passava pelos aeroportos Charles de Gaulle e Orly. Chegando la, encontrei a Tati e o Igor, e fomos até a residência onde o Igor mora, que é do lado da Centrale Nantes. Deixamos as bagagens la e nos juntamos ao Flavio e sua namorada para procurar algo para almoçar no centro.

Segundo os locais, aquele era um dia raro em Nantes: o tempo estava bem bonito, um sol agradavel para uma temperatura perto dos zero graus (pela manha, fizera -7). Fizemos uma caminhada pelo centro e pela Île de Nantes, que fica no Rio Loire, maior rio da França. Como Nantes fica perto do litoral, não deixa de ter os ventos fortes caracteristicos que baixam a sensação térmica la embaixo.

Passei pelo Elefante de Nantes, do qual nunca havia ouvido falar mas que faz um certo sucesso naquelas bandas. O Elefante, que é uma das maquinas da ilha de Nantes, costuma jogar agua nas pessoas durante o verão: felizmente, essa opção estava desligada aquele dia. E possivel fazer o passeio no elefante e ter uma vista legal da cidade, mas não parecia algo muito sagaz, uma vez que a maquina andava a uns 2 km/h.

Continuamos indo até o Castelo do Duque da Bretanha, um castelo encrustado no meio da cidade com direito a fosso e tudo o mais. Não pesquisei a historia do castelo, mas parece que era o castelo mais importante da Bretanha enquanto Nantes fazia parte da Bretanha… hoje, Nantes esta no Pays de la Loire, que fica logo ao sul da Bretanha.

O dia terminou no cinema no centro de Nantes, onde encontrei os demais brasileiros que estão na Centrale de la: Ju, Patricia, Thiago e Adrian. Assistimos o filme “In the air”, que nem era tão interessante assim. E a ultima vez que eu tinha ido à um cinema foi pra ver Cruzada, no longinquo 2005. Em seguida, voltamos para a Ecole, no não tão rapido tram de Nantes: os bondes se movem muito devagar, e as linhas possuem muitas paradas.

Fiquei hospedado na casa do Vladimir, um russo que foi meu colega no Cavilam, em Vichy. O Vladimir é uma baita figura, ja esta praticamente convertido a brasileiro, e é preciso cuidar com o que se diz em português perto dele, porque ele entende! Bom, para a proxima postagem, ficam nossas viagens de carro, que foram para Mont Saint Michel e La Rochelle. Ah, e as fotos que eu estava devendo ja estão no Picasa, para acessar é so ir como sempre no menu Fotos. Bom, até a proxima!





Berna e Retorno do Natal

6 03 2010

Caramba, eu estou extremamente atrasado com as postagens do blog. O post de hoje conta um pouco de uma cidade que visitei ha mais de dois meses: Berna, capital da Suiça. Vamos recapitular um pouco aquela viagem:

Estavamos eu, Luciano e Micael (ambos de Paris) e ainda Proença e Bruna (ambos de Marseille) terminando nossa viagem de final de ano de 11 dias. Ja haviamos explorado a Alemanha de Oeste à Leste e estavamos atravessando as inospitas terras suiças! Dia 31 de dezembro, ainda pela manha, chegamos à Berna vindos de Lucerna. Berna é uma cidade grande para padrões suiços: incriveis 130000 habitantes. Em Berna, tivemos sorte em relação ao clima, que estava “bom” assim como em Lucerna. A chuva se dispersara e o sol aparecia, com a temperatura se mantendo acima dos 0.

Chegando na cidade, a rotina de sempre: ir para o albergue largar as coisas e então explorar a cidade. Mas eis que vem um problema: Proença esquece seu sobretudo e uma sacola no trem que vinha de Lucerna. E o pior: o trem não terminava em Berna, ele seguia rumo à Genebra. Voltamos à gare, agora por volta do meio dia, e enquanto o Proença encontrava maneiras de poder recuperar seu manteau, nos iamos procurar algo pra almoçar. Compramos um frango simples mesmo ali na gare, mas que não nos dava o direito de usar as mesas para comer. Fomos expulsos do lugar la por um tio à paisana cuja função parecia ser inspecionar as mesas. Lamentavel.

Agora sim, almoçados, vamos explorar Berna! Vamos nos localizar geograficamente: Berna fica ao lado de um meandro do Aare, um belo rio que proporciona belas paisagens. A cidade consiste basicamente a ficar andando de uma margem à outra do rio passando pelos principais pontos. Começamos pela sede do governo suiço, no sul da cidade. Logo apos, pontos interessantes como a praça do Cassino e a Munsterplatz. De la, uma passada na torre do relogio, que segundo o guia Michelin, apresenta a cada hora um espetaculo de marionetes muito curioso. Chegamos com alguma expectativa, as pessoas em volta do relogio esperando… o tal “espetaculo” não passava de alguns movimentos toscos de uns bonecos que saiam da torre… bem pequenos por sinal.

Continuando, passamos pela Einsteinhaus, casa onde Albert Einstein morou durante sete anos em Berna e na qual ele desenvolveu a teoria da Relatividade. Atravessando a Junkerngasse, uma curiosa rua com varias fontes com belas esculturas, chegamos no “vértice” do rio, onde encontramos a Bärengraben, uma coisa curiosa e inesperada: na encosta do rio, foi construida uma estrutura que abriga dois ursos (um deles apelidado carinhosamente por nos de Leopoldo). Os ursos ficam ali bem perto do publico, provavelmente entediados com a atenção que atraem.

Perto do fim da tarde, pegamos uma seção de apresentação em 3D da historia da cidade, que custou apenas 1 franco (finalmente uma coisa barata neste pais). Pra terminar um dia, um Starbucks classico e ida pro albergue se ajeitar pois era noite de Ano Novo. No albergue, encontramos uma outra atendente, uma garota estranha que falava alemão, suiço-alemão, espanhol, inglês, francês e arriscava um italiano. A poliglota deu dicas pra gente de onde ir para o Ano Novo. Acabamos num bar, por volta das 22h (que estava vazio). Fomos pelas 23h30 pra praça da Catedral, onde uma certa multidão (tinha bastante gente mesmo, para uma cidade pequena como Berna) esperava a virada… Fünf, vier, drei, zwei, eins… Feliz 2010!

Dia 1° tinhamos varias viagens a fazer. Voltamos para a gare para almoçar no McDonalds, e poder finalmente sentar nas malditas mesas na estação. Perto das 13h, chegava a hora de se separar. Eu, Luciano e Micael rumariamos para o Norte, enquanto Proença e Bruna retornava para a costa ensolarada do Sul. La vão eles para Genebra, enquanto nos três iamos para Basileia, esperar o trem que ia à Paris. Ainda deu tempo de tirar umas fotos na praça em frente à estação de Basel.

Finalmente estavamos de volta à França. Chegamos em Paris, agora o Luciano e o Micael iam para casa, a distante Chatenay-Malabry, enquanto eu devia esperar o trem que me traria de volta chez les ch’tis. Quase 22h, chego finalmente à Lille Flandres. Estou em casa. Não posso deixar de destacar a ajuda do Thiago, que foi com a Clarice me buscar na estação de carro àquela hora!