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Estagio na Phoceis II

A empresa onde estou fazendo o estagio é uma empresa pequena. Possui apenas 8 funcionarios, e fica localizada numa casa simples em Chéreng. Além do dono, ha funcionarios na area de desenvolvimento .NET, design grafico e desenvolvimento voltado para a Web, e ainda um secretario. Um dos funcionarios é um russo que vem da Chechênia e ja viveu na Turquia por dez anos, antes de chegar na França ha seis anos. Ele sempre tem boas historias para contar. O pessoal em geral é bem legal, mas são meio lentos pra trabalhar na minha opinião. Eles sempre trabalham mais do que o necessario (uns 40 minutos a mais por dia no total). Acabo chegando em casa por volta de 18h35 todos os dias, pois pego carona com algum deles sempre. Na ida, estou indo de ônibus (aproximadamente 15 minutos).

Essa semana passou mais rapido. Muito estranho tu sair de casa todo dia ao mesmo horario, fazer a mesma coisa no trabalho e voltar pra casa na mesma hora. Chega a ser paradoxal: as horas demoram a passar na empresa, mas os dias em relação à semana passam muito rapido, por causa da rotina. Quando se esta em periodo de aulas, um dia é sempre diferente do outro, inevitavelmente.

Pra complicar as coisas pra mim, estavam reformando meu quarto nesta semana. Quatro dias sem poder usar a cozinha e o banheiro, pois pintaram as paredes e o cara que faz a reforma deixa tudo uma bagunça depois de partir. Ainda bem que a Tati é legal e me convidou para jantar nos dias que não dava pra cozinhar e que pude também usar a casa do Christian pra tomar banho (embora ele nem saiba que eu usei ).

Segunda, 25 de janeiro:
esse dia foi pesado, uma bateria de testes imensas para fazer ajustes em constantes… o programa recebia uma imagem de um caractere de uma carta bancaria e deveria retornar qual numero se trata… o problema é que tendo 90% de chance de acertar essa identificação da uma chance de menos de 20% de acertar os 16 numeros, o que é péssimo.

Terça, 26 de janeiro: acabei mudando o modo como eu pesava os diversos fatores que o programa usava para definir um caractere… e ja obtenho resultados melhores, acertando completamente mais da metade dos cartões e raramente errando mais que dois numeros dentre os 16. Essa parte foi concluida!

Quarta, 27 de janeiro: Aqui, no entanto, o sofrimento começa… era preciso pensar uma forma de pegar a partir de uma foto de um cartão e isolar os dezesseis numeros do resto… no entanto, cada cartão tem uma fonte diferente, nem sempre os numeros estao no mesmo lugar…

Quinta, 28 de janeiro: acabei descobrindo uma forma de isolar os dezesseis algarismos, mas ainda não consigo separar cada algarismo dentro da imagem menor… se a fonte tivesse um espaçamento constante, seria facil… ainda tem o problema do fundo dos cartões, que nunca são de uma unica cor…

Sexta, 29 de janeiro: escrevi um pouco de codigo que a principio deve separar os dezesseis algarismos. No entanto, o Visual Studio agora acusa um erro de alocação de memoria, o qual eu não encontro ainda a solução… aparentemente, falta de memoria não é pois o programa nem usa tanto espaço em RAM… vejamos o que a semana seguinte me reserva.

Lucerna

Lucerna foi nossa segunda parada na Suiça. Partimos para la no dia 29, depois de sair de Zurique. Lucerna fica no centro da Suiça, ao lado do Lago dos Quatro Cantões e praticamente no começo dos Alpes, o que proporciona lindas paisagens na cidade. Chegamos pela noite, e a primeira providência foi passar no albergue para largar as coisas e dar uma volta. O albergue de Lucerna foi o auge das nossas implicações contra o franco suiço: o cara do albergue não podia aceitar nossos cartões pois eles eram franceses (euro), e ele não queria pagar as taxas. Assim, ficamos de pagar em francos suiços e em dinheiro no dia seguinte.

O franco suiço é uma das poucas coisas que une um pais tão diversificado como a Suiça. Quatro idiomas oficiais para um territorio cuja area é um sétimo da area do Rio Grande do Sul. A maioria dos lugares, no entanto, aceitam euros, mas as taxas de conversão não são muito claras, e qualquer decisão que tu toma implica que tu saira perdendo… além do mais, as coisas na Suiça ja sao naturalmente mais caras (um Big Mac é uns 35% mais caro la do que na França), logo, era preciso ter um pouco de autocontrole. Moedas de euro não são aceitas, e usar cartões implica se submeter à taxas constantes do banco, ou seja, pagamentos em euro deviam ser feitos em cédulas geralmente… tiradas de caixas eletrônicos que cobram taxas inespecificas de conversão…

Bom, voltamos à Lucerna : caminhamos um pouco pela cidade de noite. A primeira ideia era ficar num bar recomendado por uma suiça que mora em Lucerna que estava no CAVILAM. Chegando no bar, descobrimos que o lugar era inabitavel, devido ao odor desagradavel de cigarro. A segunda ideia foi um bar irlandês (como aquele de Colônia) que parecia bem interessante. Conseguimos uma mesa. Proença e Bruna pedem suas cervejas, eu peço minha Coca-Cola e chega a vez do Luciano pedir algo. Ele diz, “Depois eu peço algo”, enquanto a mulher responde, “mas tu vai pegar uma Coca pelo menos?”. Entao o Luciano, “mas não agora”, enquanto ela responde que mesmo assim vai pegar uma Coca. Até então parecia ser em tom de brincadeira pra incentivar a venda, mas quando o Luciano disse que não queria aquela hora, a mulher retruca dizendo que o Luciano era obrigado a pegar algo se não deveria sair. Resignado, Luciano pede sua Coca Cola. Como o Micael não estava muito bem, acabou decidindo que ia embora. Acabamos todos saindo, de qualquer maneira quatro iriam pagar ali. Lamentavel. Acabamos retornando pro albergue naquela noite, na qual o Micael vomitou pelo quarto ainda. Memoravel.

No dia seguinte, fomos dar uma caminhada nos pontos principais da cidade. Apreciamos a linda vista dos Alpes do alto do Bourbaki (malditas escadas). Em seguida, visitamos as duas igrejas principais da cidade, a Hofkirche (igreja do século VIII) e a Jesuitenkirche (igreja jesuita do século XVII). Andamos pela borda do rio passando pela Kapellbrucke, onde se encontra a torre de agua (uma ponte de madeira com uma torre no meio, construidos sobre o rio), e de onde é possivel ter uma boa vista do Lago de Quatro Cantões. Subimos depois até as muralhas, no norte da cidade. Mais uma subida penosa, e desta vez decepcionante: as muralhas so são abertas pra visitação no verão.

Descemos pelo bairro antigo para almoçar uma pizza num restaurante relativamente barato (o que é raro na Suiça). Depois do almoço, encontramos as garotas do Cavilam que moram em Lucerna, Domenica, Lynn e Jelena. Elas nos levaram por um passeio rapido pela cidade (praticamente uma repetição da manhã), mostraram o local onde elas fazem o Lycée delas, passamos pela frente do museu de Belas Artes e finalmente terminamos no Memorial do Leão, uma bela escultura esculpida diretamente na pedra de um penhasco, em memoria a soldados suiços que defendiam Luis XVI na revolução Francesa. Paramos depois para tomar um café e conversar ali perto (Micael parou pra dormir, é verdade).

Depois que as gurias foram embora, demos mais uma volta sem rumo pela cidade para então retornar ao albergue e partir na manhã seguinte para Berna, capital da Suiça e ultimo trecho da viagem, na véspera de Ano Novo. Buenas, por hoje é so! Abraço!

Estagio na Phoceis I

Ola! Bem, talvez alguns não saibam, mas no primeiro ano de Ecole Centrale na França, os alunos são obrigados a fazer um mês de “stage ouvrier”, que é um estagio em teoria trabalhando em algo monotono como apertar parafusos durante 8 horas por dia. E o pior, no verão… exceto na Centrale Lille. Além de ter dado sorte de trabalhar no inverno (neste momento, eu estou digitando de uma sala onde o aquecimento é bem bom), meu estagio não tem nada de “ouvrier”. Estou estagiando na Phoceis, uma pequena empresa localizada em Chéreng, na região metropolitana de Lille. Essa empresa trabalha com informatica, focando em softwares sob-medida, webdesign e criação de aplicativos para iPhone.

Na minha entrevista, ficou acertado que minha “missão” seria fazer um modulo para aplicativos de compras via iPhone. A ideia é usar a câmera do iPhone para fotografar um cartão de crédito e fazer um programa que, por reconhecimento optico de caracteres, retorne o numero do cartao e a validade.

Durante quatro postagens, pretendo fazer um resumo do dia-a-dia “chez Phoceis”.

Segunda, 18 de janeiro: meu primeiro dia na Phoceis. Chego vinte minutos adiantado, pois peguei um ônibus antes para não chegar cinco minutos atrasado. O chefe chega uns cinco minutos depois que todos os funcionarios. Ele me coloca num Macbook, e me passa algumas noções do software que eles utilizam. Era 9:30 da manhã e eu estava sozinho com um notebook e uma tarefa dificil e de definição vaga para fazer. Acabei passando o dia inteiro praticamente pesquisando no Google coisas sobre reconhecimento optico de caracteres, bibliotecas que implementassem isso, e um modo de transportar isso para o iPhone.

Terça, 19 de janeiro: o Florent, meu tutor aqui na empresa, resolve me ajudar. Usando uma biblioteca em C++ que eu havia encontrado no dia anterior, e um script que transformasse esse codigo em codigo ARM (necessario para o iPhone), passamos o dia inteiro procurando maneiras de fazer a conversão funcionar. No final do dia, ja tinhamos um programa que pegava a foto e lia com o auxilio da biblioteca. No entanto, a leitura era péssima: era preciso fazer ajustes no nivel da biblioteca que utilisamos.

Quarta, 20 de janeiro: fiquei o dia inteiro trabalhando sobre a biblioteca que convertemos. Eu ja tinha um aplicativo que funcionava no simulador do iPhone, e me bastava fazer testes e ajustes na biblioteca para que eu chegasse a algum resultado melhor… até consegui alguns bons resultados, mas a quantidade de mas interpretações era bem grande ainda.

Quinta, 21 de janeiro: fiz um novo alfabeto para a biblioteca, usando as fontes e caracteres usados nos cartões de crédito. Os resultados melhoraram, mas não muito significativamente. No fim do dia, resolvemos mudar de estratégia. A idéia era identificar caractere à caractere, sempre supondo que o usuario inserisse estes caracteres individualmente.

Sexta, 22 de janeiro: este dia foi legal… avancei bastante na minha tarefa, terminando o programa que fazia a identificação de um caractere unico. Neste dia, fomos todos os funcionarios almoçar numa pizzaria aqui perto (quase na Bélgica). O almoço foi pago pelo chefe =) . Em relação ao meu programa, faltava apenas os ajustes. Parecia que seria facil…

Munique e Zurique

Do campo de concentração de Sachsenhausen, fomos direto para a Hauptbanhhof em Berlim para pegar o trem para Munique às 14h58. Chegando la, surpresa agradavel : o trem fora cancelado ! Apos uma hora sem fazer nada na gare, e uma certa incerteza sobre qual trem pegar, embarcamos num trem que ia direto pra Munique, mas que so chegaria por volta das 22h da noite. Esta viagem foi interessante : um casal de alemães sentou do nosso lado e começou a puxar assunto. Detalhe : eles so falavam alemão. Foi a maior conversa por meio de gestos que ja participei ! Foi uma experiência interessante. Um tempo depois, todos ja dormindo nos seus respectivos assentos, passa a moça responsavel por checar os bilhetes… e eis que o Luciano não acha seu passe. Se ele não tivesse com o passe, deveria, além de pagar uma multa salgada, descer do trem na proxima estação. Depois de todo um sermão sobre a desorganização do Luciano (ele ja havia perdido 50€ no inicio da viagem), ele achou o passe num bolso da mochila.

Chegando em Munique, fomos direto para o albergue, devido à hora. No albergue, encontrei sem ter combinado coisa nenhuma o Ezequiel, veterano meu daqui de Lille. Coincidência absurda ! Ele e a namorada estavam vindo de Berlim naquele dia também, mas vieram de avião e por coincidência estavam no mesmo albergue que nos. Bem, sobre o albergue… ele era meio estranho… tinha um bar legal (no subsolo), com direito a Wii de graça… mas os quartos e os banheiros meio que deixavam a desejar…

Buenas, no outro dia acordamos cedo e fomos conhecer a cidade… primeira parada, Deutsches Museum, um museu de tecnologia simplesmente gigantesco… deve ser um dos melhores do mundo do assunto… a seção de petroleo, de maquinas e de aeronautica são simplesmente incriveis. A parte de fisica eu achei meio bobinha, os experimentos meio que de 7ª série… mas mesmo assim os modicos 3€ de entrada valeram muito a pena! Apos o Deutsches Museum, nos separamos: enquanto eu e o Luciano iriamos visitar a Allianz Arena, o Proença, a Bruna e o Micael continuariam no museu e iriam procurar um lugar pra almoçar.

Eu e o Luciano partimos para a Arena em cima do laço, precisando chegar la antes das 13h para poder fazer o tour em inglês. Todos os outros horarios eram em alemão. Descemos do metrô na estação da Arena por volta das 12h45, o que rendeu uma correria desenfreada até o estadio. Alguns minutos depois, estavamos dentro, mas faltava achar o local onde começava o tour. Chegamos no local às 12h58, mas infelizmente os ingressos do tour em inglês tinham acabado… azar, fazemos o tour em alemão mesmo!

O tour tem duração de 1h15, e consiste numa volta por dentro do estadio de mais ou menos uns vinte minutos, com explicações sobre a historia do estadio (eu acho). Depois, prosseguimos para a parte interna, para visitar setor de imprensa, camarotes, vestiarios da equipe local e visitante, bar, sala de aquecimento antes dos jogos, etc. A visita é bem interessante: teria sido mais se pudessemos compreender o que a guia falava… importante que essa visita me motivou bastante para fazer um curso de alemão algum dia… talvez na volta pro Brasil, ou procurar um estagio na Alemanha no ano que vem… isso ainda precisa ser analisado.

Na noite deste dia e também na manha do dia seguinte, bastou visitar pontos turisticos da cidade… Marienplatz (praça da prefeitura), Odeonplatz, Residência Real, Walking Man (um boneco de 17m de altura que o guia Michelin não explicava qual o objetivo), Siegestor (porta da cidade), Hofbrauhaus (cervejaria fundada no século XVI), entre outros. Enfim, partimos de Munique apos o almoço no dia 28 de dezembro, indo em direção a Zurique, na Suiça. A viagem foi complicada: teriamos que trocar de trem em Sttutgart, em apenas quatro minutos, o que causou uma correria enorme na gare quando descobrimos que estavamos longe da parte central da estação, onde poderiamos acessar o outro trem. Finalmente, no trem correto, enfrentamos a viagem mais lenta do passeio: o trem desenvolveu uma velocidade média incrivel de 70 km/h durante o percurso, parando praticamente de dez em dez minutos.

Chegamos à Zurique por volta das 19h. Zurique é a maior cidade da Suiça, mas é uma cidade não muito turistica… foi a cidade mais decepcionante da viagem, na minha opinião. Talvez o impacto de ter que ficar usando francos suiços ao invés de euros tenha ajudado, ja que sempre tinha um jeito de sairmos perdendo na conversão e de as coisas serem naturalmente mais caras na Suiça. De qualquer maneira, acabei comprando chocolates suiços e um canivete em Zurique, ja que o preço das coisas nacionais la geralmente vale a pena.

No dia seguinte, conhecemos o que tinha pra conhecer em Zurique, ou seja, não muita coisa: a cidade tem um centro antigo bonito, com ruas estreitas, igrejas e tal. No entanto, as igrejas (que são bem imponentes, diga-se de passagem) proibem as fotografias… Zurique tem ainda o Lago de Zurique, que propicia belas paisagens… depois de ter dado uma volta na cidade, ainda chega a chuva para ajudar… acabamos tendo uma tarde meio que monotona em Zurique, que serviu para comprar coisas e ficar matando tempo em um Starbucks.

E por hoje é so: proxima parte, Lucerna!

P.S.: post numero 50 do blog ;-)

Berlim

Saimos de Colônia na manha do dia 24, que foi provavelmente o dia mais frio da viagem. A viagem para Berlim durava cerca de 4 horas, ja que infelizmente trens a alta velocidade na Alemanha param a cada cidade mais ou menos importante no meio do caminho. Enfim, nos estavamos em um ponto que viajar de trem nao era tao mal assim, afinal, significava tempo para dormir! De qualquer maneira, chegamos em Berlim por volta das 13h20. A primeira decisão do dia acabou se mostrando uma decisão bem errada: não aproveitar que a gare estava ali (alias, Berlin Hauptbahnhof, maior estação de trens da Europa), com seus infinitos restaurantes para almoçar, e ir até o albergue largar as mochilas. Ai apareceu a primeira piada que nos perseguiria pelo resto da viagem: “O albergue fica a so 700 metros” – diz Bruno. Por algum motivo que eu ainda não sei, eu deduzi que a distância até o albergue era apenas 700 metros de caminhada. O Google Maps me clarifica agora que a distância era na verdade 2 km.

Enfim, caminhamos tudo isso na fria Berlim com as mochilas para finalmente chegar no albergue, que se mostrou o melhor da viagem em relação custo/beneficio: quarto bom e espaçoso, area comum bem agradavel, pessoal da recepção prestativo. Mas a essa altura ja era duas da tarde e não tinhamos almoçado. Segundo erro: procurar algo para comer na Unter den Linden, uma rua importante de Berlim (algo como a Champs Elysées para Paris). Tudo fechado, devido a véspera de Natal. Acabamos voltando para a estação e almoçando la, passando das 15h. Ao voltar pra cidade, a noite ja se aproximava, junto com uma neblina cavalar. Ainda assim, passamos nos principais pontos no entorno da gare: Reichstag (parlamento alemão, uma mansão muito bonita) e o Brandenburg Tor (portão da cidade, muito legal também). Por aqui ja era algo em torno de 17h, e a escuridão e o frio chegavam.

Aproveitamos para passar numa loja de souvenirs de Berlim para comprar os presentes do amigo secreto que fizemos (idéia sagaz). Logo mais tarde, seria ainda feito um bolão do amigo secreto, onde cada um deveria tentar adivinhar os amigos secretos dos outros. Bom, presentes comprados, fomos para o Gendarmenmarkt, um mercado de Natal proximos às catedrais alemã e francesa, num bairro muito bonito de Berlim, o Mitte. Em seguida, passamos no famoso Checkpoint Charlie, que era um dos possiveis acessos entre Berlim americana e Berlim Soviética apos a segunda guerra mundial. Seguimos o muro de Berlim em direçao ao oeste, rumo à Postdamer Platz – terceiro erro. Pensavamos que ia ter algum movimento ali, mas tudo estava deserto. Restou ir até a Alexander Platz, do outro lado da cidade (de metrô, desta vez), para procurar algo que servisse de ceia de Natal. Agora era algo em torno de 20h ja, e ainda não sabiamos onde comer.

Felizmente, para compensar todos os erros, eu e o Proença achamos um excelente restaurante de grelhados espanhol por volta das 21h, quando nossas esperanças ja se esgotavam. Esse restaurante acabou se mostrando uma excelente escolha, havia carne de verdade! Por volta da meia noite, bem alimentados, voltamos para o albergue, com o dia seguinte mais ou menos planejado.

Dia 25 foi provavelmente o dia mais engraçado da viagem. A segunda piada que nos perseguiria pelo resto da viagem foi uma excelente frase solta pela Bruna totalmente fora de contexto: “ So porque é parecido, é completamente diferente”. Isso acabou desencadeando um combo de piadas pelo resto do dia: “Sua vaca!” by Proença. “Não, a gente não fala inglês” by Luciano (essa fazendo referência as tias que pedem dinheiro em 464 linguas diferentes). “Você tentando colocar essa manta parece um cavalo procurando o freio” by Micael. “Quem é essa guria que esta seguindo a gente desde Heidelberg?” by Bruno. Bom, a Bruna deve ter ficado traumatizada aquele dia!

No dia de Natal, compramos um ticket de trem pelo dia todo, para podermos ir a locais mais afastados. Começamos pela Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, ruinas de uma igreja destruida na segunda guerra. Apos, fomos para o Sony Center, uma construçao moderna ao lado do prédio da Sony proximo à Postdamerplatz. Em seguida, seguimos rumo ao norte, seguindo o muro, até o memorial às vitimas do Holocausto, monumento interessante, composto de 2 711 blocos de concreto idênticos em largura em comprimento, mas cuja altura varia, o que da um efeito interessante… bom, não teve como não brincar de labirinto nas vielas escorregadias entre os blocos!

Visitamos ainda ali perto o Memorial Soviético da segunda guerra, que relembra a ocupação soviética em Berlim. Depois, fomos para o outro lado da cidade, na East Side Gallery, para ver a maior porção do que sobrou do muro de Berlim. Infelizmente, na minha opinião, o muro estava repleto de grafites, alguns interessantes, outros nem tanto. Tentaram transformar um resquicio historico em galeria de arte… bem, caminhamos ali e voltamos agora em direção a Alexanderplatz, passando pela Berlin Tower (a subida era muito cara, logo não fomos), depois visitando a Berliner Dom (catedral) e passando pela Ilha dos Museus.

Em seguida, largamos o Micael numa feira de Natal, para que ele comprasse seu presente de amigo secreto (so faltava ele). A essa altura, a noite ja assolava a capital alemã novamente (e era recém 16h15). Não lembro o que fizemos depois, acho que fomos para um Starbucks… acho que voltamos cedo para o albergue aquele dia, ja que no dia seguinte eramos obrigados a acordar cedo. No albergue, fizemos a distribuição de presentes do amigo secreto. Proença tirou Luciano, que tirou o Micael, que por sua vez tirou a Bruna, que tirou a mim. Finalmente, eu tirei o Proença. O ganhador do bolão viria a ser o Luciano, que acertou 3 combinações e levou a incrivel bolada de 4€ (gasta com Coca Cola e chips). Quase saiu um bolão de quem ganharia o bolão.

No dia seguinte, acordamos cedo pois a idéia era visitar o campo de concentração de Oranienburg (Sachsenhausen). Chegamos la por volta das 10h, uma vez que o campo se localizava a 30 km ao norte de Berlim, e foi necessario pegar um trem até la. Visitamos primeiro um museu que contava a historia do campo e do memorial. Em seguida, fomos ver o que era mais interessante, o campo de concentração em si.

Visitamos alguns barracões onde dormiam os prisioneiros, “alunos” segundo os alemães da época. Da pra ver que bastante coisa foi modificada, acho que para deixar o memorial menos “tenebroso”. Mas algumas crueldades que aconteciam ali ficam subentendidas quando se visita as enfermarias e os fornos. Era possivel também ver as prisões, as valas de execução… achei interessante um “trabalho” que era feito pelos judeus ali: alguns eram forçados a fabricar libras falsas (a moeda da Inglaterra, moeda mais forte do mundo na época). Estima-se que durante a segunda guerra, 13% das libras em circulação eram forjadas.

Por volta das 14h, retornamos à estação, para pegar o trem que ia para Munique às 15h50. Assim acabava nossa visita à Berlim, que com certeza foi a cidade que mais valeu a pena visitar em termos historicos. Bom, por hoje é so! As fotos ja estão no Picasa, pra quem se interessar. Abraços!

Heidelberg e Colônia

Primeira parte da viagem do Natal (de cinco), falarei sobre as cidades de Heidelberg e Colônia, as duas primeiras no roteiro de 11 dias de viagem das férias de fim de ano. A viagem começou mal: na compra dos passes que permitiriam viajar de trem ilimitadamente por 8 dias, acabei deixando o meu com o Luciano, o que me custou uns 20€, pois eu precisava ir para Paris. Bem, mas voltando à viagem, essa historia pode ser contada em mais de um ponto de vista:

Eu parti de Lille às 10h do dia 21 de dezembro, para chegar em Paris às 11h (Gare du Nord). Infelizmente, todos os trens naquele dia estavam com atrasos acumulados, devido às nevascas dos dois dias anteriores. Eis que chego na Gare du Nord às 11h30, e o trem para Mannheim saia às 13h10. Correndo para a Gare de l’Est, na direção errada, chego la por volta de 11h50 (normalmente seriam uns 7 minutos) e encontro o Luciano e o Micael, que vinham da sua école e esperavam na Gare havia algum tempo. Passes validados, embarcamos para Mannheim (40 minutos de atraso, excelente trem).

Do outro lado da França, o Matheus e a Bruna deviam chegar em Mannheim também (Mannheim fica a 15 minutos de Heidelberg, e não tem trem que va diretamente de Paris para Heidelberg, então o objetivo era chegar em Mannheim). Saindo ao meio dia de Marseille, eles deviam chegar em Paris por volta das 15h, e em Mannheim por volta das 19h. Graças à nevasca, o trem Paris-Mannheim do horario deles fora cancelado. Sobrou um trem que ia para Sttutgart, com parada em Karlsruhe, para de la pegar uma conexão à Mannheim.

Enquanto eles faziam essa manobra, chegavamos em Heidelberg apos descer na gare que ficava a 4 km do albergue a pé. De mapa e lanterna na mão (ja era 18h, ou seja, escurecera havia 1h30), chegamos no local apos caminhar toda a Hauptstraße, uma rua cheia de lojas e marchés de Noël, bastante movimentada. Apos largarmos as coisas no albergue (esse albergue era unico, tu pagava os quartos num lugar, voltava pra rua, caminhava duzentos metros, e chegava no quarto de verdade), procuramos algo para comer no centro, e so fomos encontrar o Proença e a Bruna às 22h, quando chegaram ensopados pelo misto de chuva e neve que precipitara durante aquela noite.

No dia seguinte, fomos conhecer a cidade. Primeira parada, Schloss, o castelo de Heidelberg, um castelo em ruinas muito bonito que fornece uma visão privilegiada do vale do Neckar. O plano de fundo com a neve tornava a paisagem mais agradavel, embora a chuva tenha sido uma inimiga. Voltando ao nivel inferior da cidade, pelo funicular que pegamos na subida, achamos um excelente e barato restaurante italiano para almoçar. Apos o almoço, fomos dar uma caminhada do outro lado do rio, onde iriamos ter uma boa vista do castelo caso seguissemos o caminho dos filosofos (Philosophenweg), que é uma subida bem puxada até um jardim onde se encontra um memorial à Joseph von Eichendorff, escritor alemão. Depois, com o crepusculo ja chegando, voltamos para caminhar no centro velho da cidade e explorar um pouco as igrejas, a St Esprit (Heiliggeistkirche), que é a maior igreja da cidade e a Jesuitenkirche, uma igreja jesuita do século XVIII.

No dia seguinte, partimos para o norte, em direçao à Colônia (segundo o Luciano, ele estava voltando pra casa :D ). A viagem, de apenas duas horas, correu sem contratempos, apesar da volta para Mannheim (nenhum trem importante sai de ou chega em Heidelberg). Colônia é uma cidade maior, com quase um milhão de habitantes, e tem uma rede de trams e metrôs excelente! Em Colônia, no entanto, passei um frio imenso: apesar da temperatura de -2°C não ser tão absurdamente fria, a cidade parecia não absorver o calor que o Sol proporcionava (e nem estava tão nublado aquele dia).

Em Colônia, visitamos a Catedral, que com certeza é o principal ponto de visita da cidade. A Catedral é estupidamente gigante. Em 1164, Barbarossa teria dado à catedral as reliquias dos Reis Magos, o que fez a catedral (e a cidade, por tabela) prosperar e atrair milhares de peregrinos. As reliquias estariam contidos numa caixa (que parece ser de ouro mesmo) que fica exposta atras do altar da catedral. Depois da catedral, não havia muito a fazer na cidade. Caminhamos pelos mercados de Noel, que estavam ebulindo na véspera da véspera do Natal, e também passamos pela frente de algumas igrejas romanas, as quais eu não lembro o nome, pois é uma quantidade consideravel.

Em seguida, nos dirigimos ao Koln Triangle, uma torre de 28 andares de onde é possivel ter uma vista muito legal da cidade (com o pôr do Sol, ficou mais legal ainda). Para chegar la, foi preciso atravessar uma ponte curiosa sobre o Rio Reno: a ponte tinha no seu parapeito milhares de cadeados, nos quais eram gravados nomes de casais. Segundo a tradiçao, como em um relacionamento, as pontes conectam duas partes. E o cadeado seria um simbolo de comprometimento. Com o frio noturno chegando, restou se recolher a um Starbucks pela tardinha e depois em um bar irlandês pela noite. E no dia seguinte, partir para Berlim, onde iriamos realmente ter bastante coisa a ver! Berlim merece uma postagem apenas para si, então, até a proxima!

P.S.: fotos no Picasa, como sempre.

Feliz Ano Novo!

Ola! Cheguei da minha viagem de férias do Natal na sexta-feira, à noite. Apos 11 dias fora de casa, em uma viagem cansativa mais bem divertida, cheguei para aproveitar os dois ultimos dias de férias para descansar. Ou não. Graças às provas, acho que não conseguirei atualizar o blog com a frequência necessaria para narrar as viagens do Natal por enquanto. Pretendo postar aos poucos um pouco sobre cada cidade que visitei, à medida do possivel. Quero também atualizar o Guia Bixo, com mais informações pertinentes aos que virão em breve para a França. Aqui por Lille, continua a mesma coisa de sempre: se não fosse a école, tudo estaria excelente, mas ela existe para acabar com a felicidade de todos.

A postagem é breve, foi mais para desejar um otimo 2010 à todos e para atualizar o blog, que ficou alguns dias parado devido às férias. Abraços!

Essa sera a ultima postagem do ano! Amanha, estou começando minha viagem de Natal, com o Luciano e o Micael (que estao na EC Paris) e o Proença e uma amiga dele (que estao na EC Marseille). Nosso roteiro prevê onze dias de viagens, muito frio e aproximadamente 3000 km em trem, atraves de Heidelberg (21 a 23 de dezembro), Colonia (23 e 24), Berlim (24 a 26), Munique (26 a 28), Zurique (28 e 29), Lucerna (29 a 31) e Berna (31 e 1 de janeiro). A viagem so passa por cidades onde se fala alemao, ou seja, vai ser tenso recuperar o inglês depois de seis meses falando praticamente apenas francês.

Nesta semana, estive numa baita correria aqui em Lille. Correria para aprender conceitos de Gestao e Mecanique des Mecanismes de ultima hora, para as provas de sexta feira. Acredito que eu tenha ido bem em Gestao (com certeza melhor do que o esperado) e talvez consiga um 7 em Mécanique (que é a média pra nao precisar de recuperacao, sobre 20).

O fato mais marcante da semana, no entanto, foi a chegada da neve! Quarta feira ela veio fraquinha, apenas alguns flocos na hora do almoço que logo derreteram. Na quinta, por volta do meio dia, foi mais forte: ela foi suficiente pra cobrir o chao de branco, mas os pés ainda nao afundavam, e a grama logo absorvia os flocos. Porém, na madrugada de quinta pra sexta, nevou bastante, e ja foi possivel fazer guerras na neve. Hoje ocorreu a nevasca mais forte até agora, dez centimetros, suficiente para montar bonecos de neve e para haver a necessidade de carros da prefeitura espalharem sal pelas ruas (para derreter a neve).

Aqui em Lille, dos G1, sobraram apenas eu e o Yuri. Na sexta, foi bem estranho o clima de despedidas entre cada um, ja que cada um tomou um rumo diferente para as férias de fim de ano. Agora revejo o pessoal apenas daqui uns 15 dias. Como estavamos apenas eu e o Yuri aqui na Ecole, fomos no IKEA fazer compras para a casa (algo que eu ja devia ter feito a algum tempo). Na volta, presenciei a coisa mais bizonha que ja vi aqui na França. Ao pararmos na estaçao Bois Blancs, um sujeito arabe passa correndo pelo lado de fora do metro e arremessa um tijolo de neve contra o Yuri. Por sorte, a porta fechou na hora e desviou/quebrou o projétil de neve, que acertou em partes o colega. Mas o canto do vagao onde estavamos ficou todo sujo de neve e sal.

Buenas, preciso arrumar minha mochila para a viagem. Desejo boas festas, um otimo Natal e um Feliz Ano Novo a todos! Até 2010!

Paris em Dezembro II

Ontem, fui pela segunda vez no mês para Paris. O motivo, desta vez, era participar das comemorações dos 10 anos da Bolsa Eiffel, que nos sustenta aqui no Velho Mundo. O evento prometia ser muito chique: recebemos convites, passagens e hospedagem num hotel não muito barato dentro de Paris. Por outro lado, era exigido ir bem vestido: nada de jeans ou tênis, a ideia era ir de terno, gravata e sobretudo! Afinal, o evento foi dividido em duas partes, uma no primeiro andar da Torre Eiffel e outra no Ministério de Relações Exteriores. Mas vamos por partes:

Parti sozinho de Lille na manhã de ontem, ja que eu era o unico daqui que iria para os dois eventos. Como a parte inicial, na torre, começava mais cedo, tive que ir ainda pela manha para Paris. Chegando la, metrô até o hotel, onde seriamos buscados de ônibus pela Egide. Chegando no hotel, descobri que não muitos brasileiros tinham sido convidados para ir na torre: apenas eu (Lille), Foppa e Alessandra (Marseille), Isabela (Paris), Guilherme(Grenoble) e a Miriam (Troyes). Quando o ônibus chegou, faomos para a Torre Eiffel, todos vestidos formalmente.

Na torre, fomos recebidos por uma equipe da Egide, que nos deu crachas e tickets para subir no elevador da torre. Depois de furarmos a fila do elevador (era muito profissional o negocio, a gente tinha prioridade em tudo), subimos para o primeiro andar e entramos na sala Gustave Eiffel, sala em homenagem ao projetista da torre Eiffel e da Estatua da Liberdade. A sala é uma espécie de anfiteatro, com uma vista excelente do norte/nordeste de Paris. Ali nos receberam algumas pessoas importantes do ministério e da Egide, e representantes de algumas universidades também. Apos algumas fotos, fomos para o evento em si.

Foi uma hora sonifera: discursos e discursos sobre a historia da Torre Eiffel, a historia da bolsa Eiffel, falaram muito da nossa importância para o governo francês, etc… ex-bolsistas deram discursos de como a bolsa foi importante na vida deles. Apos os discursos, fizemos uma pré-bouffe ali mesmo: café, chocolate quente, cha, suco, biscoitos e doces, até porque ja era perto das cinco da tarde. Em seguida, fomos para o Ministério de Relaçoes Exteriores, onde rumores diziam que o Ministro finalmente apareceria.

La no Ministério, que fica no Quai d’Orsay, às margens do Sena, encontramos os demais eiffelianos das outras écoles. Revi todo o pessoal de Nantes, Lyon, Marseille e Paris que estava em Vichy! Depois entramos no Ministério, que por dentro é quase um museu: arquitetura belissima, lustres e esculturas muito belos. Depois das fotos, finalmente o ministro chegou. Bem “estrelinha” o ministro: chegou, deu seu discurso de 15 minutos e foi embora, nem ficou para o coquetel nem para tirar algumas fotos ao menos. Em seguida, começou o coquetel, que tinha bebidas e salgadinhos (nao foi tao bem organizado, a comida acabou bem rapido). Havia mais ou menos umas 400 pessoas la, umas 5 vezes mais do que na Torre Eiffel.

Quando acabou o evento, por volta das 9 da noite, fomos para o Arco do Triunfo passando pela ponte Alexandre III e pelos Grand e Petit Palais. A partir dai, o pessoal começou a se dispersar, entre aqueles que iam pro hotel, iam jantar, iam pra festa, iam pro bar e indecisos. Acabei jantando num Quick na Champs-Elysées e indo pro hotel por volta da meia noite. Fazia muito frio a essa altura da noite. Alias, frio que promete aumentar bastante nesta semana, com direito a temperaturas negativas e chance de neve.

Semana que vem, para onde irei novamente? Paris! Mas desta vez, apenas para pegar o trem rumo à Mannheim, que sera minha entrada na Alemanha, para as férias de Natal. Por enquanto, tenho que continuar estudando para as provas de Gestão e Mecânica, que acontecem em menos de uma semana.

Paris em Dezembro I

Ola! Fazia tempo que não falava de viagens no blog. Entao, antes que ele comece a virar um diario, vamos fazer uma pequena perspectiva para este mês de dezmbro, que promete ser muito corrido: o mês começou com o aniversario do meu irmao, no dia 3, a viagem à Paris com o Club Time, no dia 5, trabalhos para fazer e muita coisa do projeto durante essas duas proximas semanas, Journée Internacionale no dia 10, Paris novamente nos dias 11 e 12 para o evento da Egide. Semana corrida em seguida para as duas provas, Gestao e Mecânica dos Mecanismos, ambas no dia 18. E três dias depois, partir para a viagem de fim de ano, de dez dias, rumo à Alemanha e Suiça. Natal e Ano Novo fora de casa, para retornar apenas no dia 1° (ou 2).

Mas entao, sobre a viagem para Paris que fiz no ultimo dia 5: era pra ser uma viagem para ver Paris na época do Natal… logo deu pra descobrir que não vale tanto à pena: Paris é MUITO movimentada, em um sabado proximo ao Natal. A chuva também não ajudou. Bem, começamos explorando o 4ème, onde se encontram A Bastilha, a casa de Victor Hugo, o Musée Carnavalet e a Place des Vosges, locais muito agradaveis. O Musée Carnavalet é um museu que conta a historia de Paris, bastante interessante. A casa de Victor Hugo é sem graça, mas vale pela escultura de Rodin. A Place des Vosges merece um destaque: praça muito agradavel, com um monumento à Luis XIII no centro da mesma. Isso tudo vimos pela manha, ja que estavamos com pressa para ir ao Musée d’Orsay pela tarde…

… E ai começam os problemas: a França, como diz a Mme. Catsiapis, é o pais das greves: o Musée d’Orsay estava fechado à cause de uma greve que começou esta semana, fechando também outros museus nacionais na capital. Bom, sem Orsay no roteiro, cada um começou a sugerir coisas diferentes e o pessoal se dispersou. Depois de almoçar, fomos para os Invalides, perto da Champs-Elysées, no 7ème. Eu e um francês iriamos visitar o museu dos Invalides enquanto o maior grupo iria para o Petit Palais (alguns ficaram vagando ainda por Paris, enquanto um grupo menor foi ao Palais de la Decouverte). O Musée de l’Armée, nos Invalides, foi a melhor parte da viagem! Infelizmente, visitei apenas duas seções, algo em torno de 15% do museu, pois ele é gigantesco! Fui na minha preferida primeiro, a seçao medieval/moderna: o acervo do museu contém armaduras e espadas que pertenceram a bastante gente importante da monarquia francesa. O museu ainda reproduz, em alguns manequins, como seria uma pessoa (cavalos, inclusive), portando as peças. As armas também eram incriveis: nunca tinha visto tantas lanças, piques, machados, alabardas, falconetes, bombardas, canhões, fuzis, arcabuzes, mosquetes, bestas, balistas, e trabucos juntos. So não encontrei um arco inglês la… acho que os franceses não deviam gostar muito à ponto de os expor… a outra parte do museu que visitei foi a tumba de Napoleão, na Eglise dos Invalides. O luxo la é muito grande, o tumulo de Napoleao é uma arca gigantesca, de madeira. A igreja é muito alta, e tem o teto todo decorado. Acho que a imponência do lugar representa bem a importância que Napoleão teve para a França.

Em seguida, pegamos o mêtro para conhecer a Opéra Garnier e as Galeries Lafayette, no 9ème. não foi uma boa idéia: a chuva começou, e o movimento perto das Galeries para ver um punhado de vitrines sem graça estava tenso. Chamei a Catsiapis, que no momento estava voltando do Montmartre (18ème) para me buscar por ali. Quando encontrei eles (e foi complicado também, a essa altura o francês tinha ido fazer compras e ia nos encontrar depois), fiquei sabendo que não teve visita ao Petit Palais. Acho que acabei tomando uma boa decisão mais cedo.

Proximo passo, aux Champs-Elysées: 40 minutos de ônibus para andar uns 3 km entre a opera e o McDonalds proximo ao arco do triunfo. Agora eu estava tentando localizar o Luciano, que mora em Paris, para me encontrar no Arco para acertar detalhes da viagem de final de ano (aquela para a Alemanha). Por volta das 7 da noite, nos achamos proximos ao arco, mas a partida seria às 7h15 para a Torre Eiffel. Eis que a Catsiapis muda novamente de planos, e deixa perdidos em Paris um outro pessoal que tinha se juntado na Ecole Militaire, proximo à Torre Eiffel, no horario combinado. Com a mudança de planos, deu tempo tranquilo para jantar no McDonalds da Champs-Elysées. Entretanto, não descemos na Torre Eiffel e nem a vimos piscar, ja que ja tinha passado das 9 da noite e precisavamos retornar a Villeneuve-D’Ascq.

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